domingo, 27 de dezembro de 2009

4. Amor

Ah, o amor. Confusão total, como sempre. Estou ainda com a Jakqueline, e as coisas vão relativamente bem, dentro do possivel. Ela é uma grnade companheira e é bonita o suficiente para ganhar vários elogios da minha família.

Existem alguns problemas que acho muito sérios. O porimeiro é que ela é carente e insegura demais, tanto me me sufoca. O segundo é que nossas conversas nunca ultrapassam o nível de "como foi seu dia? Foi bem, meu professor passou um trabalho e as meninas não fizeram a parte delas e tralalá...", o que é muiuto, muito superficial para mim. Por mais que eu tente, a conversa não fica mais profunda que isso, e é algo que me decepciona profundamente. Mesmo assim, estamos juntos.

E tinha mais coisa pra escrever, mas a noticia que recebi agora muda tudo e esse tópico acaba por aqui.

Será que algum dia ainda vou entender as mulheres? Duvido. Cada vez mais me convenço de que fui talhado pra viver sozinho.

3. Trabalho

Fiquei afastado mais de um mês do escritório. Nesse meio tempo, meu antigo chefe ligou e ofereceu umas oferta para voiltar, mas eu recusei - estoiu feliz onde estou. Mas sempre pé bom saber que tm uma porta aberta em outro lugar.

Foi muito legal o carinho de todos torcendo pela minha recuperação, e quando voltei percebi autêntica alegria no meu retorno.

Voltei a trabalhasr em época do recesso, ou seja, o volume é menor. Meu estado ainda prejudica muito meu rendimento, mas foi bom perceber que a cabeça está em ordem e que tenho muito a oferecer para o escritório. O maior problema é o cansaço crônico, que me esgota fisicamente ao longo dlo dia, mas isso ainda deve levar um bom tempo para passar... preciso me acostumar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

2. Minha Casa

Meu pai fez semana passa uma operação para resolver um problema na próstata, mas está tudo bem.

Como falei enquanto rezávamos na Ceia de Natal esse ano, 2009 foi um ano cheio de dificuldades. Cada um teve um desafio pessoal e intransfer´vel: meu irmão e o internamento, minha irmã mais velha e o quase despejo da loja, minha outra irmã e os problemas de adaptação no emprego, minha irmã e a separação... mas cada um conseguiu vencer; o resultado é que minha família nunca esteve tão unida desde a morte da minha mãe.

Claro, ainda tem muita discussão e tudo, mas definitivamente estamos mais unidos. E isso é muito bom.

1. Minha Saúde

Ainda tenho amortecimento, mas ele melhorou bastante. Já sinto as pernas, pés e virilha, e os dedos já sinto os dedões e os indicadores. Agora falta pouco.

Fui em outro médico, e ele confirmou o diagnóstico de esclerose múltipla. Basicamente, meu sistema imunológico ataca a bainha de mielina dos nervos, que é a responsável pela condução dos impulsos eletricos vindos do cérebro; ou seja, a estação central funciona, mas os guardas que deviam proteger o cabeamento o estão sabotando. A causa é genética, pelo que entendi.

Ao menos dessa vez o problema foi na parte sensitiva tátil; poderia ser na parte motora ou em algum outro sentido, como visão ou audição. Como ainda sou novo, ainda tenho uma capacidade relativamente boa de regeneração, mas à medida em que a idade avançar...

O tratamento é com interferon, que é um remédio para regular o sistema imunológico; ele vai ensinar direitinho para os guardas que aqueles cabos não pode atacar, caramba! São injeçoes diárias, ou a cada dois dias. OEstado dá o remédio, e logo devo dar entrada nos papéis.

É uma doença que não tem cura, mas é controlável como diabetes. Usar remédios não é garantia de que não vou ter mais ataques, mas deve diminuir a freqüência e a intensidade.

Ainda não associei isso tudo. Mas estou me cuidando.

Vou tentar escrever

Ainda não consigo usar os 10 dedos; 4, por enquanto, já é lucro enorme. Mas preciso escrever.

Como é muita coisa, vou separando por capítulos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

De volta (mais ou menos)

O amortecimento dos pés diminuiu, embora não tenha passado completamente. Consigo escrever, embora lentamente.

Voltei ao trabalho hoje, embora num ritmo lento.

Foi confirmado que é esclerose múltipla.

Tenho tanto a escrever...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Doente de novo

Sao dez horas da manhã e ewstou em casa. desde sexta passada estou sentindo amortecimento no corpo, sendo que desde domingo ele se espalhou. resumindo, nao sinto nada do pescoço para baixo, como se eu tivesse levado anestesia geral. mal consigo ir ao banheiro, porque nao sinto nada; andar tambem é uma tyortura. mesmo assim preciso ir trabalhar, nao quero correr o risco de perceberem que nao wsou essencial (mesmo que digitar esteja sendo horrivel, como e ve pelos erros que tem aqui).

o medico disse que e uma mielite, uma infecção na medula. estou fazendo tratamento com corticoides e deve levar 3 semanas para voltar ao normal. fiz mais exames, o medicvo qwuer rever meu diagnostico porque acha que pode ser esclerose multipla - diagnostico do qual estou morrendo de medo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Carta à Lux - Minha Vida Hoje

"
Minha vida, hoje, tá assim: tenho trabalhado do mesmo jeito que sempre - 11 ou 12 horas por dia. Ainda não consigo dar conta de tudo e a cada vez que minha chefe me chama no skype acho que ela quer me mandar embora por alguma bobagem que eu fiz. Po outro lado, terminei hoje, depois de tres dias de trabalho duro, uma defesa que pode servir para todos os clientes do escritório, em vários Estados. Ficou uma peça realmente boa e tenho dúvidas se alguém, de qualquer estado, conseguiria fazer melhor. É uma idéia que, se der certo, vai projetar meu nome dentro e fora do escritório.

A verdade é que vou muito bem fazendo defesas de casos novos ou de mais de um milhão de reais, e não dou muito certo com as coisas normais do dia a dia. Teve aquela reestruturação da divisão de tarefas depois que eu perdi alguns prazos, só que a pessoa que faz agora a parte administrativa também não tem muito o perfil para isso. Seria preciso alguém com menos imaginação e mais espírito obsessivo por ordem, coisa que não tem no meu setor. Só que não vou ser eu quem vai falar isso né? Então eu tento superar isso trabalhando mais e mais, tentando apagar incêndios mas sabidamente sem evitar que eles aconteçam. Resumindo, vou me segurando, sabe Deus até quando - por enquanto minha meta é ficar até dezembro pra ganhar o 13o :P

Minha saúde está mais ou menos. Eu me sinto muito, muito, muito cansado - claro, boa parte disso é resultado do excesso de trabalho. Mesmo assim, parei de fazer natação porque estou tão cansado que não consigo acordar de madrugada; na verdade, o simples pensamento de acordar cedo me cansa. Não sei até que ponto esse cansaço todo é físico, até que ponto ainda é algum efeito do tempo que fiquei internado e até que ponto não é resultado de uma depressão leve que talvez eu esteja sofrendo. Tudo o que sei é que não consigo pensar em fazer nada além de comer e dormir.

Ainda sinto um adormecimento, e pelo que a médica que me atendeu no internamento falou, isso deve continuar. Diminuiu um pouco à medida em que diminuiu a área atingida pelo infarto na medula, mas não deve voltar 100% ao total. Lux, tenho medo de que o próximo evento desses seja no coração, ou no pulmão - o que seria um infarto do miocárdio ou uma embolia pulmonar. Dia 13 agora tenho consulta, preciso perguntar ao médico certinho qual a chance disso acontecer.


No amor, estou com a Jackeline. Nos vemos uma vez durante a semana sempre e também nos fins de semana. Esses encontros são.... não sei definir. Vejo-os quase como uma obrigação - na maioria das vezes trocaria um bom livro ou uma rodada de videogame por sair com ela. Ela trabalha todos os dias até as dez da noite, então nos vemos das dez e meia até as duas da manhã, normalmente. Isso resulta numa logistica especial, num gasto de tempo e dinheiro que tento não pensar muito, pra não chegar à conclusão de que não vale a pena. A Jackeline sofre de uma carência quase patológica - não mandar uma mensagem pelo celular até as dez da manhã com certeza resulta numa mensagem "você esqueceu de mim? tá bravo? aconteceu alguma coisa" ou algo do gênero. Bem, uma carência quase patológica parece ser a única situação em que alguém poderia chegar perto de mim, como os últimos dois anos demonstraram.

Já fizemos sexo duas vezes, e nas duas foi ruim. Na verdade, ruim não é bem a palavra - a palavra é mais "sem graça". Nas duas vezes, eu não consegui gozar (embora tenha ficado com o pau duro de forma normal). Ficamos um bom tempo assim, até que ela chega lá (ou finge, quem sabe?) e tudo termina. No final, o que sinto é que não valeu a pena esperar dois anos por nada disso - minhas fantasias são muito melhores do que isso.

Talvez porque eu tenha esperado por tanto tempo, tenha me decepcionado, do mesmo jeito que a capa de um filme é às vezes muito melhor do que o próprio filme, porque quando vemos a capa imaginamos o que queremos... E o que eu queria era fazer sexo com algo que fosse realmente especial para mim, coisa que ela definitivamente não é.

Ao menos ela não me machuca e gosta de mim, e acho que isso é mais do que eu poderia esperar. Houve um feriado no último fim de semana, e fui com ela - e toda a família dela - para a praia. Foi bastante bom, ao menos vi o mar e peguei sol, coisa que não fazia desde antes do meu casamento com a Sra. D. Aos poucos vou me acostumando ao filho dela, o Gustavo, embora na minha cabeça ele seja um pouco mimado demais para o meu gosto (mais por culpa dos avós e tios que dela própria). Mesmo assim, vim embora um dia antes do fim do feriado, primeiro porque era dia de Finados e eu gosto de ficar um pouco sozinho, mas também porque precisava de um tempo sozinho, para fazer as minhas coisas. Sinto bastante falta de ficar sozinho, sem dar satisfação pra ninguém, sem ter que mudar meus planos ou horários para ficar com alguém...

Estranho isso né? Eu não a achar alguém "especial"... ela é bonitinha o suficiente para eu mostrá-la ao pessoal do escritório, cuida de mim, gosta de estar na minha companhia, e tem uma coisa que posso falar: admiro a resistência dela, por fazer tudo o que faz e suportar tudo o que suporta. Mesmo assim, eu não a amo como esperava amar A pessoa.

Dias desses uma amiga minha insistiu pra me apresentar uma amiga dela, que "certamente a gente ia se dar bem, ela tá superempolgada pra te conhecer", esse tipo de coisa. E o que eu respondi é que seria melhor não. Do jeito que eu sou, certamente eu iria me apaixonar por essa menina nova, não ia conseguir terminar com a Jacke e o resultado seria aquele que a gente já sabe muito bem.

Aqui em casa tá tudo normal, embora não esteja exatamente bem. Continuo "emprestando" dinheiro para o meu pai, a loja dele tá correndo sério risco de despejo por falta de aluguel (o oficial de justiça já bateu lá), a grana sempre é curta. Meu irmão parece estar numa fase de calmaria desde que saiu do internamento, mas eu infelizmente aprendi a não acreditar muito nisso.

Acho que por enquanto é isso."

Não Flerto Mais com a Morte, Mas Nem por Isso a Ignoro

Apenas os tolos não pensam na morte. Da mesma forma que a sombra define a luz, a morte serve para definir a vida. Memento Mori, já diziam os filósofos; sem isso, Carpe Diem não faz sentido.

Penso muito na morte. Já a desejei várias vezes; já toquei nos seus dedos apenas algumas poucas. Hoje eu a espero pacientemente, como deve ser. Vivo minha vida, aproveito os momentos, mas quando tudo fica difícil demais é o pensamento dela que me mantém firme...

A verdade é que, realmente, o que me mantém vivo são as histórias cujos finais eu quero saber. A curiosidade ainda suplanta o cansaço.

Se você acha isso tudo contraditório, é porque não me conhece o suficiente.

domingo, 18 de outubro de 2009

Vida e Morte

Em uma das manhãs em que estava internado, fiquei muito preocupado. Fiquei pensando na minha vida e na morte, sobre o que tinha vivido e no meu futuro.

Cheguei à (...)

comcei a escrever esse post, mas começou mais um inferno aqui em casa. Não tenho mais porque escrever. Deixa pra lá.

sábado, 17 de outubro de 2009

Já estou em casa

Já estou em casa. Fiz a quimio na 5a, e ainda tenho enjoos terríveis.

Terei que fazer isso 1x ao mes, por seis meses. O formigamento continua, e talvez depois eu possa tomar remedios para ele diminuir.

Mas já estou em casa.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ainda no hospital

Ainda estou no hospital. parece que o hospital se enganou e havia esquecido de pedir a liberacao da quimioterapia para o plano de saude.

se tudo der certo, amanha eles liberam e tomo o remedio, e depois de amanha vou para caa. e o que espero.

ainda sinto a mesma coisa de antes,minha sensibilidade ainda esta igual. so posso esperar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

doente de novo

estou escrevendo essa a porra desse post pela 3a vez. odeio escrever desse telefone.
estou numa cama de hospital. tive outro "evento isquemico", dessa vez na medula, na altura do pescoco. não houve qualquer alteracao motora, apenas sensitivos. sinto um adormecimento e um formigamento por todo o lado direito do corpo, como quando a gente fica sentado em cima da perna por muito tempo. os medicos ainda estao vendo o que fazer, prvavelmente eu passe a fazer sesoes mensais de quimioterapia para diminuir o sistema imunologico. hoje de manha senti muito medo... tenho medo de ficar com a cabeca em ordem e o corpo paralisado...
a jaqueline foi fantastica nisso tudo, me deu apoio como nenhuma outra teria feito (com excecao da sra D). não tenho como agradece-la por isso.
bem, continuo esperando o que os medicos vao dizer.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Faz tempo que não escrevo

Faz tempo que não escrevo. É que não têm acontecido muitas coisas.... tudo tem andado igual.

Tenho conseguido evitar a moça do escritório em 99.9% do tempo; estou tentando esquecê-la, fazer de conta de que nunca senti nada. É o modo mais seguro - embora tenha dias, como segunda-feira, que sinto saudades daquilo que nunca aconteceu. E agora reparei que, além da aliança, ela passou a usar um pingente com a letra do primeiro nome do namorado dela. Então, agora tudo está definido e sacramentado.

Enquanto isso, continuo saindo com a Jacke, duas vezes por semana. É algo... agradável.

Não deveria ser assim né? Puxa, estou saindo com alguém, coisa que não fazia há tempos. Mas hoje percebi que, no fundo, eu não me envolvo. Nos falamos todos os dias, trocamos mensagens de celular, eu cuido dela e a faço se sentir especial - mas não me envolvo. Percebo que eu levo a coisa num nível "seguro", com uma bolha de proteção, sem deixar me tocar. Isso é bastante ruim, porque no final fica um gosto artificial... mesmo assim, continuamos saindo juntos, porque ela não me faz mal.

No sábado, ela disse: "sei que é cedo para falar, mas eu já te amo."

Eu respondi que realmente era muito cedo para falar isso, que é algo muito sério. E não, não falei que a amo, apenas que ela era "alguém especial". Eu cuido dela, como parece que ninguém cuidou; mesmo assim, meu cuidado é distante (pelo menos para mim).

Ainda não fomos para cama, embora ela já tenha sinalizado que "isso deve acontecer em breve". Na verdade, eu me descobri esperando por isso menos do que imaginava.

Acho que aos poucos fui perdendo a vontade de viver com alguém, ao mesmo tempo em que me apaixonava quase toda a semana. Como eu falei para uma amiga: o que eu tenho com a jacke é muito mais a expectativa do que a coisa verdadeira em si. Vivo aquelas horas esperando por algo, e a espera é boa; mesmo que a aquilo que acontece é menos interessante e vívido do que eu esperava, a espera valeu a pena.

Bem, amanhã tem uma festa de aniversário de um advogado do escritório e eu vou levar a jacke. Exatamente por quê? Não sei. Tenho medo de encarar a hipótese de que talvez seja pra provar que "posso ter alguém que gosta de mim" - será que eu seria tão baixo assim? Ou por que acho que isso, de reforçar os laços, talvez consiga fazer a coisa ficar mais verdadeira?

Realmente, eu não sei.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Que bom

Que bom que está tudo bem, Lux. Cheguei a ficar preocupado ;)

Atualizando

Faz tempo que não escrevo, e aconteceu muita coisa.

1. Falei para minha chefe que não estava dando conta do trabalho. Perdi mais prazos... coloquei meu cargo à disposição, pra ela me mandar embora quando quisesse. Ela disse que tinha percebido que meu perfil não é de controller, que tinha visto o quanto me esforcei pra conseguir e que não tentei; mas também que não queria me perder, porque sou muito bom na parte jurídica (e ao diabo com a modéstia, porque é verdade).
Então, perguntou se tinha problema retirar minhas funções administrativas, e claro que não vejo problema nisso. Se ela quisesse me rebaixar pra advogado junior eu nao ia estar nem aí (só sentiria falta do salário). Então, hoje ela redistribuiu as funções e vou ficar mais como um "advogado normal", que era tudo o que eu queria. Na verdade, isso foi um "rebaixamento", mas é melhor que perder o empregou ou que fazer mais bobagens. Claro que eu queria ser bom no que fazia, conseguir dar conta como a moça que saiu da minha supervisão para ser coordenadora em outro cliente faz tão bem. Mas não sirvo pra isso, definitivamente. Agora, é lutar pra mostrar que sou bom nisso e que ela fez uma boa escolha mudando tudo por minha causa.

2. Tenho saído com a Jacke (ou jakqe, ou jacqke, ou jaqkce, ou qualquer coisa do gênero). Quinta feira fomos ao cinema as onze da noite, sabado tambem. Domingo eu a vi novamente, porque roubaram a carteira dela e fui com ela até a delegacia. Tem sido agradável, mas não é nada muito mais do que isso. É bom ter alguém com quem conversar... mas a conversa está beeem longe de ser algo ideal. Normalmente acabamos falando sobre as diferenças entre a minha profissão e a dela (ela estuda para ser dentista, e trabalha na área), ou então coisas da faculdade dela; de qualquer forma, não tem como eu conversar com ela sobre tudo o que gostaria.

Ao menos, tenho alguém para mandar mensagens, e tem alguém que se preocupa comigo.

No sábado, os pais e o filho dela não estavam em casa (eu não tinha falado que ela tem um filho, né? Mas já falo disso....), e eu tinha certeza de que íamos fazer sexo. Não fizemos; o máximo a que chegamos (e eu não consigo pensar numa forma mais refinada de dizer isso) foram beijos nos seus seios e amassos, muitos amassos.

Na verdade, acho que fiquei um pouco decepcionado sobre a questão física. Não sobre não ter acontecido nada, porque achava possível que fosse assim. Mas, é só que... não foi tão bom quanto eu esperava que fosse. Não senti aquela química que achei que sentiria; achei que depois de quase dois anos sem sexo, qualquer coisa seria fantástica, mesmo que fossem só umas esfregações. Mas não foi.

A verdade é que eu queria que minha "virgindade" de tanto tempo terminasse com alguém por quem eu sentisse algo especial, e não com alguém "que pode ser". Veja, ela é bonita - não particularmente bonita, mas certamente não é feia; acho até que é mais bonita que a moça por quem me apaixonei. E mesmo assim, foi muito longe do que eu imaginava. Se fosse para ser algo com qualquer uma, já tinha pego uma puta há muito tempo, como cheguei a cogitar... e o que me segurou foi essa coisa boba, de que sexo tem que ser com alguém por quem sentimos alguma coisa.

Bem, se ela não me faz particularmente bem, tampouco me faz mal, o que já é uma grande coisa. Além disso, ajuda a me distrair. E eu faço bem a ela... a sensação de fazer bem pra alguém, pra variar, me faz bem também. Então, estamos indo.

Eu só fico impressionado com a minha capacidade de fantasiar. Com ela, eu fico imaginando coisas, porque a imaginação é melhor que a coisa real. Fico o dia todo pensando "hoje a noite eu vou sair com ela e vamos ao cinema", mesmo que no fundo eu saiba que não vamos ter muito assunto; eu fico bem por 8 horas planejando tudo, mesmo que as 2hs que passo com ela estejam muito longe da realidade. De qualquer forma, as contas ainda estão bem, oito horas por duas está bom pra mim. Claro que eu queria que fossem 10hs felizes, mas aí já seria querer demais.

Quando estou com ela, tenho que me segurar para não falar tudo o que sei que ela queria ouvir, ou que eu queria falar mas não pra ela. Ela se mostra cada vez mais apaixonada por mim, enquanto eu correspondo mas sempre em menor intensidade. Bem, é alguém com quem eu posso passar muito tempo junto - eu já não casei por um sentimento mais ou menos assim? É só eu não ir tão longe e está tudo bem. Só que a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que não é a pessoa, embora eu ache que não esteja muito longe do máximo que posso conseguir.

3. Uma nota: cinema 3d é a maior invenção do ser humano desde a penicilina ;)

4. Sim, ela tem um filho, que conheci de passagem junto com os pais dela no domingo. ele tem o mesmo nome que um dos meus maiores amigos de antigamente (um que virou pastor evangelico e esqueceu de tudo) e acho que tem 3 ou 4 anos. Ela me perguntou se eu via algum problema nisso e eu disse que não via nenhum, e é verdade. Pelo contrário: a vantagem é que certamente ela não vai me incomodar como a fabiana fazia, de vontade de ter um filho. E isso é algo que eu não ia querer. Posso até ficar com alguém por medo da solidão, mas jamais traria alguém ao mundo nessa condição. E acho ate que poderia ser um pai postiço razoável, se fosse preciso e eu achasse que vale a pena.

5. Quanto à moça por quem me apaixonei, tomo todo o cuidado do mundo para não falar com ela, e tem funcionado. Sinto falta das conversas; na 4a feira ela ficou trabalhando ate mais tarde e naõ resisti, conversei com ela pelo skype e depois direto com ela. Notei que agora ela usa uma aliança de compromisso de duas polegadas e meia de largura na mão esquerda - como se fosse preciso algo assim. Já levei um ou dois coices e parei de falar com ela de novo, agora pra valer (espero). Tenho que me segurar pra não contar tudo o que queria dividir com ela. Chega de falar nisso, estou tentando não pensar mais nessas coisas.

6. Em resumo: minha profissão não está como eu queria, minha vida sentimental não está como eu queria, mas são as melhores condições a que consigo chegar. São meus píncaros, mesmo que eles sejam bem mais baixos do que eu esperava.

sábado, 26 de setembro de 2009

Preocupado com a Lux

Lux, onde você está? Estou preocupado contigo... mande noticias, por favor...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"quem é a J?"

Naquela minha felicidade simulada, uma pessoa me convidou para sair na 6a e eu disse que "ia ver com a j se ela ia querer ir junto".

Hoje voltei a falar com a moça do escritório (senti falta de falar com ela) e estava falando alguma coisa sobre curiosidade... aí ela disse "por falar em curiosidade, estou curiosa: quem é a j?"

"uma garota com quem estou saindo, para ver o que acontece"

"hmmmm... fico feliz por você".

domingo, 20 de setembro de 2009

Saí Com a J

Saí com a Jackq, a amiga da minha ex-sócia. Ficamos até as cinco da manhã, rolou uns amassos e ela já está apaixonada por mim :(

Depois eu conto com calma. Mas o resumo é isso.

sábado, 19 de setembro de 2009

Felicidade Simulada

Mal consegui sair da cama ontem, quanto mais ir trabalhar. Então, aproveitei que estava falando com uma antiga advogada do escritório pelo skype e comecei a fazer de conta que tinha começado a sair com a amiga da minha ex-sócia, e que tinha sido maravilhoso, e que a gente tava juntos.

E comentei isso com umas duas ou doze pessoas do escritório... até para algumas mostrei uma msg de celular que ela tinha me mandado. Todos acreditaram que eu estava feliz, que "fazia tempo que não me viam assim". E não pude evitar de tentar fazer ela ver que eu estava bem.

Justamente o contrário do que eu tinha escrito ali embaixo, né? Mas é o que acabei fazendo. A idéia não era fazê-la se sentir mal (ate porque nem sei se ela sentiu alguma coisa, embora eu tenha descoberto uma pontinha minha aqui que queria isso), mas sim tornar o dia suportável.

Porque está sendo insuportável. Sinto muita falta dela.

Ah, hoje a noite vou sair de verdade com a amiga da minha ex-socia. Já sei o que vai acontecer, e não vai ser bom.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Cansei da Raspa

Eu acho que os relacionamentos deviam ser assim:
1. o cara gosta da garota
2. a garota gosta do cara
3. eles ficam juntos.

Nos últimos cinco anos, ou mais, meus relacionamentos têm sido assim:
1. o kai gosta da garota
2. a garota esnoba o kai
3. o kai acha outra garota, da qual não gosta
4. essa outra garota gosta do kai
5. o kai fica com essa outra garota

Não estou dizendo que uma seja melhor que a outra. O que estou dizendo é que eu nunca fica com quem eu quero, e fico com alguém que não quero porque eu tô cansado de ser rejeitado.

Acho que tem um jeito bem resumido de dizer quem seria a mulher com quem eu gostaria de ficar: alguém com quem eu quisesse fazer uma viagem de carro, bem comprida. Eu queria ficar com alguém que me desse vontade de acordar um dia e dizer "vamos viajar para as praias de outro estado, agora, pra tomar um sorvete a beira mar". E iríamos, sem compromisso, sem horário, parando no caminho, conversando, dando risada.

Mas nenhuma das mulheres com quem fiquei nos últimos sete anos me deu essa vontade. Pelo contrário, normalmente minha vontade é achar uma desculpa pra ficar sozinho em casa, lendo, jogando videogame ou me masturbando.

Ah, só pra constar. Com essa moça do escritório eu viajaria.

Não Quero Fazer Nada

Estou exausto. Não consigo trabalhar, faço o maior esforço do mundo para ir para a natação ao menos uma vez por semana, em vez das 3x que são necessárias. Não tenho vontade de tomar meus remédios, não tenho vontade de fazer nada.

O que aconteceu com a moça não foi a causa disso. Isso já estava para acontecer - ela ter aparecido no caminho só tinha retardado as coisas, tinha dado um fôlego - mas quando ela foi embora, esse fôlego acabou.

Veaj agora, por exemplo. Estou postando em vez de estar me arrumando para ir trabalhar. Minha mesa no escritório está um horror e estou me obrigando a ir amanhã, sábado, para arrumar ao menos alguma coisa. Não tenho mais disciplina alguma...

Eu preciso de ajuda.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ao Menos, Não Estou Louco

De um mail para a Lux:

Hoje estava na cozinha do escritório falando com aquela minha amiga e perguntando porque as mulheres fazem o que fazem. E ela estava me dizendo que "existem dois tipos de mulher, as malvadas e as que acham que você é só um cara legal", ou alguma coisa do gênero.

Nessa hora, ela entrou na cozinha. Claro que continuei a conversa, porque seria pior parar, e depois de um tempinho eu saí. Claro que eu e ela entendemos, mas ninguém nem percebeu nada.

Um tempinho depois, recebo uma mensagem no skype (do qual eu a excluí, mas não bloqueei - afinal, é alguém do trabalho):

"sua amiga esqueceu de falar que existe um terceiro tipo de mulher. Que é boazinha, mas que não sabe o que quer e quer mais de uma pessoa de uma vez....
pronto, já terminei. Vc tá offline e vou te deixar em paz".

Não lembro o que respondi, ou mesmo se respondi alguma coisa. Se não me engano, respondi algo como "minha amiga falou desse tipo também" ou algo do gênero.

É um consolo tardio e inútil - mas pelo menos eu sei que não estava maluco, que tinha alguma coisa acontecendo.

Estou fazendo de tudo para parecer bem, mas no fundo não estou bem. Cada vez que cruzo com ela no corredor meu coração dispara e minha boca fica seca, embora eu sempre esteja aparecendo com um sorriso no rosto e rindo como nunca. Mas hoje não consegui fazer nada direito e luto como maluco pra não pensar nela. Mesmo sendo bem diferente do que foi com a Carol, ainda assim é doído.

Sinto uma falta imensa de falar com ela... tem um monte de coisas que acontece e que eu comentava com ela, e ríamos muito. Agora é que percebi o quanto estávamos próximos.

Caramba, Lux. Será que nunca vou conseguir ter algo com alguém que rola esse tipo de aproximação? Isso aconteceu três vezes na minha vida e nunca passa do início. E tenho aqui pra mim que isso é algo que eu procuro numa pessoa, alguém com quem eu possa ter esse tipo de conversa sem ter que ter começo, meio e fim, essa conversa divertida e ao mesmo tempo safada, conversa sobre tudo...

Nesse meio tempo estou falando com a amiga da minha ex-sócia. Ela está se divorciando agora, então qualquer bom dia que eu dou é algo que faz ela "ganhar o dia". Vamos sair neste sábado, e pra mim está claro que eu a estou usando pra não doer tanto e, quem sabe, ter algum sexo. Mas já tive que falar para ela que a gente tem que ter calma, que a gente tem que ser sincero com o outro, enfim, esse tipo de coisa que quer dizer "não estou querendo nada sério".

Porra, eu não quero nada de mais. Queria ser feliz e fazer o outro feliz (acho que as coisas se completam, especialmente para mim, do jeito que eu sou).

Pior que eu vou ter que trabalhar no sábado e certamente ela também, e provavelmente vamos estar sozinhos. Eu já tenho que ficar me controlando pra não encontrar com ela, nem pra falar com ela mais que o necessário, então depois de amanhã vai ser pior...

Kai"

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nem Tudo Vale a Pena

Conversei com 4 ou 5 mulheres sobre tudo o que aconteceu. E todas disseram a mesma coisa: "Você precisa ser ruim. A mulher só gosta de homem que não pode ter, homem que pisa, homem que maltrata." E são todas mulheres bem diferentes entre si... então deve ter algum fundo de verdade.

Só que eu não quero ser assim. Caramba, eu já machuquei demais - e não quero machucar alguém de quem gosto, mesmo que esse gostar não seja recíproco.

Não quero mudar minha essência pra conquistar alguém - até porque esse seria o começo do fim, se a outra pessoa se apaixona por alguém que não sou.

Se esse é o preço para se ter alguém, esse preço é muito, muito alto. Não vale a pena.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

E La Nave Va...

Uma amiga minha escreveu:

"Hummmmm - entendi sim. Ela não foi perceptiva, mas ainda creio que ela tenha interesse por vc. Se eu fosse vc manteria o comportamento doce, atencioso e amigo. Me envolveria com a que por hora não tem mta graça mesmo (a moça que a minha ex-socia me apresentou) e comentaria só coisas positivas dela para a do escritório.

O que vc acha. Ela prova do próprio veneno!!!

Bju"


Eu respondi:

Eu já acho que ela foi perceptiva - aliás, acho que a maior qualidade que eu admirava nela era isso. Só tive isso com outra pessoa uma única vez; uma vez eu tinha escrito que era o tipo de conversa que me fazia ser quem eu realmente era, como se eu tivesse um carro veloz e finalmente tivesse saído de uma estrada de terra cheia de carros de boi e finalmente encontrado uma pista de corrida. Então, percepção não faltou.

E vou contrariar totalmente o que você disse. Acho mais provável que eu tenha entendido tudo errado desde o começo, ou que talvez ela tenha alimentado um pouco isso - afinal, eu posso ser muito agradável e atencioso quando eu quero, e isso com certeza faz bem. Mas era só o jogo, e o erro foi meu de não exergar isso.

Não gosto da idéia de fazer ela "provar do próprio veneno", primeiro porque não teve veneno, em nenhuma hora. Na verdade, o que causou tudo foi justamente o contrário, foi a doçura exagerada, foi ela se preocupar tanto comigo, foi ela querer saber tanto de mim, foi ela dividir tanta coisa comigo, foi ela me ouvir tanto, foi ela conversar tanto, foi ela se interessar tanto pelo que eu tinha pra falar... E, assim, não tenho a menor vontade de machucar alguém que me fez bem, mesmo que por pouco tempo...

Não tenho a menor vontade de entrar nesse jogo. Acho que foi uma das pouquíssimas vezes em que algo acabou (acabou sem ter começado, mas acabou) de uma forma tão suave... todas as vezes em que terminei algo foi dolorido, mas de um jeito diferente, como se eu tivesse perdido uma parte de mim e doesse, ou como se alguém tivesse morrido ou algo assim... e aqui foi uma despedida que também doeu, mas é como se fosse uma grande amiga que tivesse ganho uma bolsa pra morar longe e nunca mais a gente fosse se ver - o que é uma dor diferente. Quando penso nisso a sensação de que tenho - sensação que não sei explicar, mas que é bem forte - é a do mar deixando a praia, quando as ondas se recolhem... em silêncio, suavemente, por mais que seja uma saída forte e que não pode ser evitada...

Nem sei se ela sentiu alguma coisa nisso tudo; mas é como eu senti e como eu sinto, e é o que importa.

Vou sentir falta de conversar com ela. E claro que não vou mais poder ser doce, gentil e atencioso, porque não seria a mesma coisa. Ou eu viro a página, ou não consigo viver direito, e não quero que isso aconteça. Acho que o que sobra de um sentimento, ou um relacionamento, é o que a gente faz dele. E aqui sobrou uma pedrinha brilhante, que por menor que seja, vale muito mais que as rochas de carvão das minhas outras tentativas.

Tem um livro sobre depressão chamado "o demonio do meio dia". Ele tem esse nome acho que é por causa de um trecho da bíblia, ou de santo agostinho, onde perguntam como diferenciar um anjo de um demonio, porque ambos podiam te encontrar no deserto ao meio-dia. A resposta é que você sabe só quando eles vão embora, pela sensação que eles deixam quando se vão.... o demonio leva sua essencia, sua alegria, sua energia. E o anjo, quando vai embora, deixa tudo isso...

Nesse ponto a Neliane foi um anjo, porque ela foi embora e não me levou nada, ao contrário de muita gente. Claro que tem um gosto amargo aqui, mas é mais o gosto amargo que fica depois que a gente come muito chocolate, o amargo do doce muito doce...

Bem, você já conhece meu jeito melodramático de ser, acho que sou o único que consegue escrever tanta coisa de uma bobagem como essa. Mas é como estou me sentindo hoje, agora, aqui, e aprendi a falar disso (mesmo quando falo, ou escrevo, sozinho), porque é o meu jeito de viver isso."

Esse é o Kai de verdade.

Queria te pedir uma coisa

Bem, pra tirar a dúvida sobre a moça do escritório, disse que "precisava pedir uma coisa a ela" e fomos almoçar juntos.

E fomos almoçar, conversando animadamente o tempo todo, porque eu queria aproveitar aqueles que eu já sabia que eram os últimos minutos da sua companhia. Rimos muito, falamos de tudo um pouco - era o tipo de conversa sobre "navios e lacre" que eu tanto queria, há tanto tempo (eu tenho esse termo na cabeça há muito, muito tempo. Tinha uma história em quadrinhos da Alice no País das Maravilhas da Disney onde um personagem fala que eles iam gastar todo o tempo falando sobre todas as coisas, sobre navio e lacre, acho que é porque são coisas nada a ver uma com a outra, então pra colocar as duas juntas na mesma conversa seria preciso falar de muitas coisas diferentes até chegar a esse ponto. Então eu associei esse termo a uma conversa sobre tudo, e sempre desejei achar alguém com quem eu pudesse ter uma conversa assim)

Enfim, tivemos esta conversa e no fim ela perguntou o que eu tinha para pedir.

"não sei como te pedir isso, mas... assim, é muito fácil eu confundir as coisas. Então eu queria te pedir pra não ser tão doce comigo."
"tudo bem. Foi bom você ter me avisado. às vezes as pessoas interpretam meu jeito... mas você podia ter dito isso antes."
"não é fácil pra mim pedir uma coisa dessas."

Achei que foi uma forma muito delicada de perguntar se havia alguma coisa, sem perguntar nada. E eu sabia que ela entenderia, como realmente entendeu. Uma forma tão doce e delicada que nem vou colocar na minha contagem de últimas frases.

E não falamos mais no assunto. Conversamos até o escritório como se aquilo não tivesse sido dito, mas depois disso não nos falamos mais. Agora, apaguei meu orkut e a excluí do skype e do msn. E assim acabou esse capítulo.

A Forma Mais Cruel de Se Matar um Beija Flor

Existem pessoas que acham que os beija-flores precisam se preocupar com a silhueta: então preenchem aquelas flores de plástico com água e adoçante, em vez de água e açúcar. Assim, eles são atraídos e bebem aquilo como se fosse néctar das flores, mas não conseguem tirar nenhuma energia dali, porque não há calorias que sustentem o rápido bater das suas asas.

A doçura sem substância é a forma mais cruel de se matar um beija-flor.

(eu já tinha publicado algo parecido aqui. Mas foi o último perfil no meu orkut e eu quis guardar, porque acho que é muito verdadeiro)

domingo, 13 de setembro de 2009

Resultado da Conversa Com a Amiga da Minha Sócia

1. Não é a pessoa.
2. Talvez pudesse ser interessante. Mas o mais provável é que não.
3. Ela tem um filho, com tudo o que isso acarreta.
4. Tenho que tomar cuidado pra não afogar minha solidão nela - ela não merece.

É, não vai prestar mesmo

A filha da minha ex-socia me ligou para pegar meu msn para dar para aquela garota de quem ela falou.

"Tomara que dê certo, vocês são muito parecidos".

Trocando em miúdos, COM CERTEZA é baranga.

* Update: começamos a conversar. e, claro, a Lux estava certa. Numa escala 0 a 10, seria um 5, ao que parece. Bem, podia ser pior.

E agora...

Eu me pergunto por que fazem isso comigo. Sabe, acho que fica bastante claro quando tenho interesse em alguém, e normalmente a pessoa já dá um jeito de deixar claro que não quer nada.

Só que, nesse caso, ela foi me dando corda, dando corda, até eu estar todo enrolado, pra depois me derrubar. Será que era apenas o jogo? Mas, se fosse, ela não podia ter deixado chegar tão longe - é contra as regras. Só se vai até certo ponto, e esse ponto parecia ter passado há muito tempo.

Bem, está sendo um fim de semana bastante amargo. Como sempre, a sensação de perda me faz ver as coisas melhores do que realmente eram. Estou tentando superar e, mais importante, pensando num jeito de fazer isso sem que ninguém perceba o que aconteceu.

Sabe o que é ruim? Que ter isso todos os dias estava me ajudando a trabalhar melhor... eu me sentia mais feliz indo ao trabalho, sabendo que ia ter isso. E agora estou sentindo justamente o contrário, vontade de nem ir mais...

Agora, vou ligar para a minha sócia e marcar alguma coisa com a mulher que deve ser uma baranguinha. Preciso fazer de conta que ainda tem alguma saída pra mim, mesmo já sabendo que isso não vai dar nada que preste.

Estou tão cansado desses altos e baixos... por que não me deixam quieto no meu canto? O que eu fiz de tão errado para rirem tanto de mim assim?

sábado, 12 de setembro de 2009

As Últimas Frases *Update 2

A forma com que cada uma delas recebeu o carinho que eu dei, deixando bem claro que eu não era bem-vindo:

Dra. F : Seu pedido foi rechaçado.
Kas: ...
Menina: vamos nos falar só por e-mail a partir de agora
* Moça do Escritório: então veja do meu rolo, que é de peixes.
Leid: Tá, combinamos no sábado.
Zan: agora estou numa fase mais "lalala" da minha vida.
LL: sim, vamos marcar um dia.
Jo: Acabei de entrar em um relacionamento. Dá pra sermos apenas bons amigos?

24 em 23; acho que sou o único que consegue ter mais foras do que tentativas.

Eu também achei

Lux disse: "eu nao entendo as pessoas... o que vc falou da moca do escritorio parecia bastante alguem que queria algo, ate eu pensei e olha que eu sou a pessoa mais cinica..."

Eu também achei. Sabe, mesmo tomando cuidado para não ver coisa onde não tinha, mesmo tentando interpretar as coisas com o maior pessimismo possível, eu achava que ela queria algo. E hoje, por exemplo, acabou que ela entrou no msn e estávamos falando de amenidades, e eu falei de um livro que "achei na minha estante e fez eu lembrar de você. Lembrei que você tem no seu orkut uma frase engraçada sobre o seu signo, e esse livro é só disso"

> "legal, é muito grande?"
< "não, é curtinho, dá pra ler em um dia... especialmente porque normalmente se lê só os que interessam"
> "que bom, assim eu posso ler do meu rolo"

... pra não deixar parecer nada, e pra fechar de uma vez a porta, eu digo:

< "se quiser eu copio um pedaço, de qual signo ele é?"
> "peixes".

Ok Kai. Não tem como ser mais definitivo do que isso. Tem um rolo na história e ele não é você. Satisfeito agora?

O Que Há de Errado?

Eu fico me perguntando o que há de errado comigo. Veja, atualmente meu físico é razoável, tenho uma posição profissional relativamente boa, consigo manter uma conversa interessante. Sei ser romântico, sei rir e fazer rir, gosto de cuidar das pessoas de quem gosto.

Então, o que acontece? Porque ninguém suporta minha companhia? Por que ninguém quer ficar comigo?

As Últimas Frases *Update

A forma com que cada uma delas recebeu o carinho que eu dei, deixando bem claro que eu não era bem-vindo:

Dra. F - Seu pedido foi rechaçado.
Kas: ...
Menina: vamos nos falar só por e-mail a partir de agora
* Moça do Escritório: estou indo ver o ultimo capitulo da novela e depois vou sair pra aproveitar que estou sem namorado. Beijos.
Leid: Tá, combinamos no sábado.
Zan: agora estou numa fase mais "lalala" da minha vida.
LL: sim, vamos marcar um dia.
* Jo: Acabei de entrar em um relacionamento. Dá pra sermos apenas bons amigos?

23 em 23, e ainda com a marca histórica de 100%!

Uma dica

Kai, aprenda essa: a chance de você ter alguma coisa com alguém que ainda te chama de Doutor é menor que zero.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Agora, vai ser uma das três

Bem, de novo com mais de uma ao mesmo tempo, e parece que as coisas estão mais sólidas. Mas... hm, já falo do mas. Antes deixa eu falar delas.

A primeira é a moça do escritório. Não adiantou, as coisas voltaram a ser como eram - as conversas e tudo o mais. E se numa hora eu achava que era coisa da minha cabeça, agora tenho certeza de que não é. Primeiro, porque ela fez questão de me contar que tinha terminado o namoro - meio que colocou a coisa de supetão numa conversa. Depois, eu fiz alguns testes; por exemplo, SEMPRE que eu levanto para tomar café ela aparece na cozinha, esse tipo de coisa. E mesmo no sábado, aquele dia em que eu fui comprar os filmes e ela foi junto, ela falou que apreciava demais minha companhia, etc etc. E às vezes eu percebo que eu jogo a isca, que ela percebe que é uma isca e faz questão de mostrar que sabe, e morde mesmo assim.

A segunda, é aquela moça da internet com nome complicado (pra variar... é essa última de quem falei). Estava lembrando que a idade não é 37; é 42 ou algo assim. Bem, se ela não achou minha conversa como "coisa de criança" até agora... mesmo que "nem faça furo no carro", como disse a lux (o que quer que isso signifique, eu fiquei de perguntar e esqueci haha), não consigo deixar de ter algum receio de parecer bobo ou algo assim. Mas, parece que há algum caminho tb... ontem ela me mandou um álbum de fotos do msn; pareceram interessantes. Vamos ver.

E a terceira é uma amiga da minha antiga sócia, que ela disse que ia me apresentar. Fiquei bastante interessado, especialmente porque a moça seria "um doce de pessoa", nas palavras dela. Não sei mais nada, fora o fato de que ela é recém divorciada, o que talvez facilite as coisas...

E esse último comentário me leva ao grande MAS do começo deste post. O grande MAS é que nada disso é de verdade - nenhum sentimento de verdade. Talvez o mais proximo de sentimento seja a vontade de acabar com a minha solidão, o que é egoista demais. Por exemplo, a tia da moça do escritório estava doente e sofreu uma cirurgia hoje de manhã, e ela estava preocupada. Eu fiquei preocupado também - mas me demonstrei mais preocupado do que realmente estava, só para ela perceber o quanto "eu sou um homem preocupado".

Às vezes me percebo atrás de uma máscara que eu criei - claro que sempre usamos máscaras, todos nós, e eu já fiz isso. Mas agora é como se eu me enxegasse fazendo isso, e não gostei. Como se eu tivesse perdido a batalha que tanto lutei, de achar alguém que goste de mim pelo que realmente sou... ou talvez uma decepção comigo mesmo, por ter descido tão baixo para resolver meu abandono; um pouco como se tivesse "vendido a alma" para conseguir alguma companhia.

Pior: nenhuma delas é a pessoa. Se eu tivesse "vendido a alma", que fosse por esse alguém que espero tanto... se bem que, se realmente existir esse alguém, certamente ela não exigiria que eu fizesse isso. Enfim, essa companhia toda, essa perspectiva de finalmente ter alguém por perto é apenas uma sinfonia doceamarga, com que eu tento preencher meus dias. É como aquela história do beija-flor que contei uma vez, onde alguém enche aquelas florezinhas de plástico não com água e açúcar, mas com água e adoçante - doce o suficiente para atrair e fazer o bichinho beber até encher a barriga d´agua, mas sem nenhuma caloria que sustente o bater das suas asas...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mais uma com nome esquisito

Estou conversando com mais uma mulher de nome esquisito, j*o*sandra ~(O.o)~

Talvez a gente vá almoçar juntos esta semana. É uma mulher mais velha do que eu (37, eu acho), e embora não seja a pessoa, talvez ajude conhecer alguém diferente.

A vantagem é justamente não ser a pessoa. Talvez ser rejeitado por alguém que eu não considero especial seja diferente.

The Beautician and the Beast

Hoje é feriado na minha cidade e não fui trabalhar (ontem eu trabalhei até as oito da noite). E, por acaso, estava passando na TV um filmezinho bobo mas pelo qual eu sou apaixonado: "The Beautician and the Beast", canhestramente traduzindo para "Um Conto Quase de Fadas". É que o trocadilho se perderia na tradução: é a história de uma 'beautician', uma esteticista, que é erroneamente contratada para ser professora de um ditador do Leste Europeu. Acho que é o mais próximo de comédia romântica que consigo chegar.

E meu motivo tem um nome: Fran Drescher. A personagem que ela interpreta é simplesmente apaixonante. Alguém linda, divertida, capaz de fazer um homem ser feliz simplesmente por ser. Sério que eu fico pensando nela quando vejo aquele filme, pensando no que eu queria para mim.

De www.hanacoast.ws

domingo, 6 de setembro de 2009

A Vida de Truman

Voltei a assistir este filme, que é talvez o filme que eu considere mais essencial de todos - mais até que o Clube da Luta. Mas, antes de eu falar dele, um aparte sobre como eu o comprei.

Sábado fui trabalhar e aquela moça do escritório também foi, terminar a monografia. Com o tempo percebi que - mais uma vez - eu estava sofrendo à toa e que era tudo coisa da minha cabeça. Eu tenho uma capacidade quase indecente de inventar coisas com muito pouco, onde qualquer pessoa que me dá bom dia durante a semana toda passa a ser alguém 'especial' para mim.

Bem, fomos almoçar juntos e estávamos falando de filmes, e eu falei desse filme. Aí lembrei que tinha emprestado para minha psicóloga, que nunca o devolveu; lembrei também que vi para vender em oferta nas lojas a* ali perto, e fomos comprar.

Então ficamos olhando aquelas centenas de filmes na loja, sem hora pra terminar, um mostrando para o outro um filme particularmente bom ou particularmente ruim, falando sobre o que cada um deles lembrava ou recomendando um deles.

Foi quase como ter uma namorada de novo - e eu percebi como sinto falta disso.

E isso me leva de novo ao filme. Só pra lembrar, nesse filme o Jim Carey faz o papel de um homem cuja vida é transmitida para o mundo todo, 24hs por dia, num reality show - mas ele não sabe. Todos são atores, pai, mãe, mulher, melhor amigo, o tiozinho da banquinha, todos. E logo ele começa a perceber que tem algo errado, quando uma figurante se apaixona por ele - e ele por ela - e ela tenta mostrar que o mundo em que ele vive é uma mentira. Mas isso dura muito, muito pouco tempo, até que os produtores a tiram de cena antes que ele descubra a verdade.

Então, ele se casa com a pessoa que determinam pra ele, mora onde mandam, trabalha no que mandam. E para que não possa fugir fazem todo o tipo de barreiras, sendo que as mais eficazes são aquelas que eles forçam dentro da cabeça dele. "Você não pode viajar... temos a casa e o carro para pagar, e eu quero ter um bebê com você. E sua mãe está doente", esse tipo de coisa.

Sempre que vejo esse filme, eu choro. É o único filme cujo roteiro eu comprei, porque quero ter certeza de que meus filhos leiam essa história (se um dia eles existirem). Claro que hoje eu o vejo com outros olhos. E o que enxergo hoje é como a segurança pode ser a maior das prisões; como uma família feliz e uma casinha de cerca branca pode ser uma cadeia, quando deixamos isso acontecer.

E o mesmo com o amor (ou, relacionamentos em geral). Eu quero ter um amor como o da Sylvia, que é o amor que liberta, o amor que mostra as grades da prisão e ajuda a abrir a porta; o amor que, mesmo longe e mesmo sem poder ficar junto torce para que o outro seja livre, mesmo que essa liberdade leve para longe (mas o amor que deseja a liberdade nunca, nunca leva para longe - pelo contrário, é o único que traz para perto).

Hoje eu vivo numa prisão. Sofro no meu trabalho porque penso que não vou conseguir trabalhar num lugar melhor, que vou perder meu seguro de vida e não vou poder fazer outro, que é a única chance de trabalhar num escritório grande. E quando não consigo fazer o que esperam eu me machuco - eu penso que eu devo me castigar, porque todo mundo me castiga, então eles tem que estar certos e eu, errado. E vejo qualquer relacionamento como uma prisão, como a perda da minha liberdade, como se eu não pudesse fazer com outra pessoa as coisas que eu faço sozinho; tenho vergonha dessas coisas e acho que ninguém vai me aceitar do jeito que eu sou.

Não sei se consigo sair dessa prisão, ainda. Não sei se vou conseguir parar de me cortar tão cedo. Mas é bom ser lembrado de algumas coisas.

(e, só pra constar, o rosto da Sylvia me lembra dolorosamente o rosto da Carol).

Eu Sei que Não é Bonito...

... e nem é bom. Mas quando eu percebo, eu já fiz. A última vez em que me cortei foi na 6a feira, logo depois de (mais uma) bronca que levei. Era quase como se eu precisasse daquilo pra não explodir.

Estou tentando não fazer mais; algumas pessoas perceberam e comentaram, mas claro que inventaram a desculpa que eu dei.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Voltei a fazer...

Quando percebi, já tinha feito. Estava por acaso com um grampo nas mãos esperando para usar a máquina de xerox e me machuquei com ele. Não foi nada sério - o anticoagulante fez parecer pior do que realmente era, quando eu fiz.

Mas não posso negar que me ajudou, e que eu gostei. Sabe, esses últimos dias as coisas no escritório me empurraram para além do meu limite, e olha que meus limites são beem flexíveis. Aguentei muita coisa, até uma auditoria, mas essa semana a reação de algumas pessoas, especialmente da minha chefe, conseguiram fazer com que eu me sentisse muito, muito pra baixo. Na verdade, tenho quase certeza de que não chego ao fim do mês.

Claro que as coisas na minha vida pessoal ajudam. Sinto-me completamente sem apoio, sem pertencer a nenhum grupo, sem ter a quem recorrer ou onde me refugiar. Trabalho doze, quinze horas por dia pra tentar não pensar nisso - e mesmo trabalhando tanto, tenho muita coisa atrasada. E isso é culpa minha, só minha. A advogada que saiu do meu setor faz o mesmo trabalho que eu, em menos tempo e é muito melhor; ela não sai da sala da minha chefe, ao passo que eu fui bloqueado no skype de trabalho dela. Tudo bem, eu faria o mesmo se estivesse no lugar dela. Só que isso dói, por isso tentei arranjar outra dor.

Quando começou a parar de doer, usei o alcool em gel (que tem em todas as salas por causa da gripe suína) e passei em cima, pra doer mais. Claro que é uma coisa idiota, mas quando percebi já tinha feito. Tudo bem, ninguém vai me ver sem camisa mesmo pra saber das minhas marcas.

Meus remédios acabaram há dois dias e ainda não me animei a comprar mais. Mas, nesse exato momento, estou sentindo uma dor de cabeça infernal, muito aguda e pontual - amanhã preciso voltar a me tratar, queira ou não, pq o resultado não seria o que eu quero, mas sim uma paralisia incapacitante e horrível.

Desktop

domingo, 30 de agosto de 2009

Sugestão

É por isso que eu amo tanto a Lux ;)
Só ela pra me sugerir mandar flores para mim mesmo..

As Últimas Frases

A forma com que cada uma delas recebeu o carinho que eu dei, deixando bem claro que eu não era bem-vindo:

Dra. F - Seu pedido foi rechaçado.
Kas: ...
Menina: vamos nos falar só por e-mail a partir de agora
Moça do Escritório: eu estou indo jogar tênis.
Leid: Tá, combinamos no sábado.
Zan: agora estou numa fase mais "lalala" da minha vida.
LL: sim, vamos marcar um dia.

sábado, 29 de agosto de 2009

Certo, até demais

Por acaso falei hoje com a moça do escritório, pelo skype.

E deu pra perceber que ela ficou bastante chateada com o meu comportamento. Acabou tudo de vez.

Por que fazer o que é certo é sempre tão dolorido e amargo?

Da Série "Bobagens da Internet que Fazem Sentido"

Como o capricorniano reza antes de dormir:
'Querido Pai, eu estava indo rezar, mas acho que devo descobrir as coisas por mim mesmo. Obrigado de qualquer forma.'

"BOM DIA! LINDO DIA! MARAVILHOSO DIA!"

Comecei a fazer o tinha dito: cortar os laços com aquela advogada do escritório. Quando ela chega, não a cumprimento no skype, como tenho feito nos últimos dias.

Uns dez minutos depois, ela me manda uma mensagem dizendo: "BOM DIA! LINDO DIA! MARAVILHOSO DIA!"
E eu só posso responder "bom dia pra vc tb".

Durante o dia todo, tento evitá-la - e, de uma forma gentil, fazer com que ela perceba. E parece ter dado certo, porque antes de sair para a faculdade, ela não se despede de mim, não me deseja uma boa noite e não me manda um beijo.

Ah, como eu queria poder responder de outra forma. Há muito tempo alguém não me deseja um dia lindo e maravilhoso, há muito tempo ninguém me manda um beijo.

Eu queria poder responder "BOM DIA, LINDO DIA, MARAVILHOSO DIA pra voce também! É bom ver que você está animada, é bom ver que eu te faço bem. É isso que eu quero, te ver feliz, cantando a alegria da vida. É isso que falta na minha vida, eu poder abrir os meus portões e despejar a vontade de amar e de fazer o outro feliz. Bom, lindo e maravilhoso dia, em que eu percebi que você se arrumou especialmente para mim, para ficar bonita para mim; bom, lindo e maravilhoso dia, em que finalmente eu vou poder contar para alguém as coisas bobas que me aconteceram e que ninguém antes queria saber. Bom, lindo e maravilhoso dia, em que vou poder fechar os olhos e vou ter alguém em quem pensar, alguém com quem contar. Bom, lindo e maravilhoso dia, porque é o dia em que tenho você ao meu lado, e não me importa nem o ontem, nem o amanhã..."

Fazer as coisas certas é duro e difícil. E dói porque essa é uma luta oculta e secreta; sei que ninguém vai me apoiar nisso, porque ninguém sabe - e ninguém quer saber. O único suporte com que posso contar é com a Lux, e comigo mesmo. Minhas glórias não podem ser cantadas.

Bem, foram dois dias ótimos. Dois dias de conversa daquele tipo que me atrai, com frases de duplo sentido onde os dois fazem de conta que só entendem um, mas respondem o outro. Dois dias sentindo apoio, dois dias com alguém se preocupando comigo, dois dias em que eu pude despejar algumas gotas de tudo aquilo que eu guardo aqui dentro.

Como disse aquela mulher na cela do V, do V for Vendetta: "não me importei quando me levaram para a prisão; recebi flores por dois dias e não preciso prestar contas a ninguém".

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Kai e o Compadre Pobre

Essa é uma crônica de Rubem Braga - na minha opinião, o melhor escritor brasileiro. E nessa crônica que parece não ser nada, tem tudo o que eu sinto:

"O Compadre Pobre
O coronel, que então morava já na cidade, tinha um compadre sitiante que ele estimava muito. Quando um filho do Compadre Zeferino ficava doente, ia para a casa do coronel, ficava morando ali até ficar bom, o coronoel é que arranjava médico, remédio, tudo.

Quase todos os meses o compadre pobre mandava um caixote de ovos para o coronel. Seu sítio era retirada umas duas léguas de uma estaçãozinha de Leopoldina, e compadre Zeferino despachava o caixote de ovos de lá, frete a pagar. Sempre escrevia no caixote: CUIDADO É OVOS – e cada ovo era enrolado em sua palha de milho com todo o carinho para não quebrar na viagem. Mas, que o quê: a maior parte quebrava com os solavancos do trem.

Os meninos filhos do coronel morriam de rir abrindo o caixote de presente do compadre Zeferino; a mulher dele abanava a cabeça como quem diz: qual... Os meninos, com as mãos lambuzadas de clara e gema, iam separando os ovos bons. O coronel, na cadeira de balanço, ficava sério; mas, reparando bem, a gente via que ele às vezes sorria das risadas dos meninos e das bobagens que eles diziam: por exemplo, um gritava para o outro – “cuidado, é ovos”!

Quando os meninos acabavam o serviço, o coronel perguntava:

- Quantos salvaram?Os meninos diziam. Então ele se voltava para a mulher: “Mulher, a quanto está a dúzia de ovos aqui no Cachoeiro?” A mulher dizia. Então ele fazia um cálculo do frete que pagara, mais do carreto da estação até a casa e coçava a cabeça com um ar engraçado:

- Até que os ovos do compadre Zeferino não estão me saindo muito caros desta vez,

Um dia perguntei ao coronel se não era melhor avisar ao compadre Zeferino para não mandar mais ovos; afinal, para ele, coitado, era um sacrifício se desfazer daqueles ovos, levar o caixote até a estação para despachar; e para nós ficava mais em conta comprar os ovos na cidade.

O coronel me olhou nos olhos e falou sério:

- Não diga isso. O compadre Zeferino ia ficar muito sem graça. Ele é muito pobre. Com pobre a gente tem de ser muito delicado, meu filho." Novembro, 1952.

É o que eu faço, o tempo todo. Pego meus sentimentos e tudo aquilo que tenho de melhor - que, na verdade, são coisas simples e banais como as dúzias de ovos que mandava o compadre Zeferino. Embalo cuidadosamente na palha do meu carinho, preparo cuidadosamente um a um e, entre solavancos da vida, entrego para as pessoas de que gosto especialmente.

E elas jogam os sentimentos de um lado para o outro, e riem deles. E acham melhor comprar esses sentimentos na cidade, pois são melhores e mais baratos - só que eu continuo mandando os caixotes um depois do outro, por mais que me custem, porque acredito que estou fazendo algo de bom, quando na verdade estou apenas sendo bobo.

É por isso que me envolvi tanto com aquela moça do escritório - porque, pela primeira vez em muito tempo, tenho a impresão de que alguém se deu ao trabalho de ver o que eu estava fazendo. Mas ela está sendo apenas delicada.

Mas agora, espero ter aprendido. Não tenho como deixar de produzir os ovos do meu amor, cada um deles prenhe do futuro que eu queria ter; não posso deixar de criar as sementes do meu carinho, do meu cuidado, do meu interesse; mas, agora, aprendi que é melhor jogar essas sementes sobre o asfalto e ver os pássaros da minha tristeza comê-las, porque ao menos assim não tenho a decepção de ver tudo o que criei com tanto amor ser lançado entre risos e resumido à frase "cuidado, é ovos".

Não se caga onde se come.

Hoje o jogo com aquela moça do escritório chegou ao limite. A partir de amanhã preciso parar com isso. Não aconteceu nada, nem se falou nada disso, mas já fiz isso vezes o suficiente para saber a que ponto chegou.

A questão é que não é a hora, nem o lugar. Algo assim se transformaria em demissão para os dois, e claro que não quero isso.

Além disso, como eu já disse, ela está namorando. Pelo que já ouvi de boatos do escritório, as coisas não estão bem entre eles - mas não quero ser eu que vai precipitar uma coisa dessas.

Resumindo, não há outra opção.

Eu sei porque deixei chegar tão longe. Porque é tão bom ter alguém que fica preocupada quando sabe que esqueci de tomar meu remédio de manhã; é tão bom poder fazer uma frase de duplo sentido e ser compreendido e retruído; é tão bom oder chegar em casa e ter alguém em quem pensar; é tão bom quando o dia está sendo horrível e se pode contar uma piada para alguém em especial e ouvir uma risada límpida e cristalina...

Mas isso não é pra mim - ao menos não agora, ao menos não ali.

Claro que na minha cabeça já pensei em toda uma conversa drmática e lacrimogêna; só falta o avião partindo e eu vestido com um sobretudo numa noite nebulosa enquanto ela parte de Casablanca. Só que não é preciso, felizmente; é só eu ser um pouco diferente.

Bem, foi bom enquanto durou. Fez bem saber que ainda posso despertar alguma coisa em alguém.

Agora, de volta ao escuro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

As Últimas do Escritorio

Acho que em breve conseguirei arrumar as coisas no escritorio. Ainda falta muito por fazer, mas ao menos estou me sentindo muito animado pra tentar - meio "agora ou nunca".

...e tem outra coisa. Tem uma advogada, ou melhor, estagiária quase advogada, com quem me descobri falando mais que o normal. É o jogo, que volta a ser jogado. Coisas do tipo: troquei a foto do meu skype e coloquei aquela que uso no msn, onde tenho cara de bravo e é a foto de que mais gosto (que tirei quando falava com a carol pela primeira vez). Ela diz "hmmm, vc tá muito bem nessa foto" "só na foto?" "é, hm, não foi o que eu quis dizer, voce entendeu".

Acho que entendi. Ou não. Ela namora, mas parece que as coisas não estão bem. Sei lá, não estou procurando isso, na verdade. Só que percebi que estou jogando, e jogando pesado - por outro lado, ela tem sido alguém que tem me escutado, e isso é bom. Do mesmo modo, não sinto aquele ciumes sem razão que senti pela outra advogada. Tudo isso é muito confuso.

E hoje fizeram entrevista de emprego para outra advogada, para ficar na minha equipe; selecionaram uma advogada que trabalhou com a menina - com a minha 'namorada'. Claro que não falei nada pra nenhuma delas, mas será que ela vai saber que eu sou eu? Para todos os efeitos, lá no escritório, não tenho ninguém pelo menos desde que entrei lá; por outro lado, nunca terminei "oficialmente", e trocamos e-mails cordiais toda semana. Acho que seria algo desagradável se eu tivesse algo com alguem, essa moça que entrou agora soubesse e contasse para a menina.

Cara, isso tudo é muito complicado.

domingo, 23 de agosto de 2009

Meu último fora

Acho que foi na 4a ou na 5a, estava voltando para casa às onze horas da noite. Aí lembrei que era bem o horário que a kas*sy também volta para casa. Aí mandei uma msg para o celular dela:

"Agora sei como vc se sente trabalhando até essa hora! etc etc"
Ela respondeu: "nossa, vc estava trabalhando ate agora tb, etc etc. O pior é voltar para casa e ainda ter que brincar com a minha gata, que não me larga rs"

E o Kai aqui, que vive de palavras, mandou uma mensagem que ele achava que era fabulosa (e ainda acha):

"Eu entendo sua gata.... você faz falta quando está longe".

Claro, óbvio, evidente, que ela não respondeu. E isso termina com a história da kas*sy, para sempre.

Ao menos, ainda acho que a minha resposta foi legal.... o que não importa, pq o resultado sempre é o mesmo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fim da Auditoria

Terminou a auditoria. Ganhamos um conceito de satisfatório, que é o melhor dos 3. De qualquer forma, trabalhei como um condenado, mas valeu a pena.

Por outro lado, disse aos outros que nosso resultado foi ruim. É que tem MUITA coisa que precisa ser mudada e penso que a hora é agora.

Foi uma semana muito, muito estressante. Por outro lado, mudei bastante. Percebi algumas coisas interessantes - estou me sentindo muito como quando eu estava com a Viviani. Acho que é um tipo de orgulho que se autoalimenta. Mesmo minha chefe disse que percebeu que eu mudei.

Sabe, cheguei à conclusão de que, se não importa o quanto eu faça ninguem me ama, não preciso mais tentar. Posso ser temido e isso pelo menos melhora minha imagem no escritorio.

Bem, se eu fico sozinho de qualquer jeito, ao menos que seja assim.

domingo, 16 de agosto de 2009

Auditoria e ciúmes

Na quinta-feira avisaram que vai ter auditoria do cliente do escritório, a partir de segunda. De lá para cá, tenho trabalhado 14hs por dia, junto com boa parte do escritório.

Estou com medo, porque dependendo do resultado, podemos perder o cliente - e, claro, eu perco o emprego e meu nome fica sujo pelo resto da minha vida profissional.

Mas, junto com tudo isso, também um monte de sentimentos juntos. Medo da auditoria, com a solidão de não ter quem entenda o que estou passando, com a vontade de ter alguém com quem partilhar isso...

Eu já me sentia assim antes - agora, piorou tudo. Sabe, enquanto estávamos trabalhando, o celular de todo mundo tocava perguntando quando iam pra casa, se iam demorar... enquanto eu podia passar a noite lá e não ia fazer falta. E hoje, quando estava voltando para casa, passei por uma puta (tem várias na região onde trabalho), e parou um "cliente" e começaram a conversar.

E quando percebi, eu tava com ciúmes. Ciúmes da puta do outro lado da rua. Ciúmes porque era com o carro da caminhonete importada que ela ia sair, e não comigo. Estou surpreso comigo mesmo, ao mesmo tempo em que isso me deixa muito triste - é uma medida de como eu estou aqui por dentro, a falta que tenho de ter alguém, o caráter possessivo que eu tenho aqui.

Tá, e se sou assim com uma puta que nem conheço, imagine como me sinto com as pessoas do meu trabalho, especialmente aquela advogada por quem já tive uma crise de ciúmes - especialmente quando ela parece ter arranjado alguém.

Faz anos que não tenho nada que eu leve a sério com ninguém; há vários anos que não abro minha vida de verdade pra alguém; uns 5 anos ou mais.

E eu tenho tentado. Caramba, como tenho! É só ler os outros posts pra saber como eu tento, mesmo que seja daquela forma meio estranha que eu sou. Mas é o que eu sei fazer, é como eu sou.

Mas no fim do dia eu sempre estou sozinho, não importa o quanto eu tente, faça, fale, leia, escreva, telefone, ria, chore, ajude, lembre. Nada do que eu faço faz diferença.

Há pouco tempo atrás, a secretária (não, dessa eu não dei em cima não) escreveu sobre mim na frase do skype algo que me define à perfeição, há muito tempo:

You pretend to be cool, but you are only lonely.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

E meu irmão voltou a se chapar

Domingo, tres da manha, meu irmão me liga para ir buscá-lo na rua porque ele não conseguia ir sozinho pra casa.

totalmente chapado, e não era de bebida.

Acho que ele ficou uns dois meses sem usar nada. E quando dava tudo errado, eu pensava "ao menos meu irmão não tá aprontando".

Bem, acabou. Tudo vai ser igual, e eu to com medo.

Já nao sabemos o que fazer. Cada pessoa fala uma coisa... já tentamos de tudo que você possa imaginar, e nada dá certo.

Eu to cansado disso. To cansado de tudo. Cansado de me sentir abandonado, de trabalhar igual um cachorro e mesmo assim não fazer tudo que precisa, cansado de não conseguir passar um fim de semana sem me preocupar, cansado de ter que trancar a porta de medo que meu irmão me ataque durante a noite, cansado de não ter com quem conversar, cansado, cansado, cansado...

domingo, 9 de agosto de 2009

Sol de Maio, Sol de Agosto

O sol de maio me deixa doente, rouba minhas forças como se eu fosse o sol e ele fosse uma planta insaciável, drenando minha energia, um girassol de dor e de tristeza.

Mas eu tinha esquecido o sol de agosto, que agora brilha. Ao contrário do sol de maio, que sempre vem, às vezes em abril, às vezes em junho, o sol de agosto parece com um cometa, que entra na órbita da minha vida de tempos em tempos.

E quando chega, não traz em seus raios a dor difusa do sol de maio; seu calor não é o calor frio do sol de maio, sua tristeza não é ancestral como a do sol de maio.

A tristeza do sol de agosto é recente e remonta à minha viagem para a cidade da Carol. O sol de agosto que hoje bate na minha janela é o mesmo que iluminava os montes de Minas, onde fica sua casa. O mesmo sol sob o qual eu admirava seu rosto, o mesmo calor que havia depois que fizemos amor pela primeira vez, o mesmo ar que nos envolvia quando cheguei naquela cidade após dois dias de viagem.

O sol de agosto é mais insidioso e cruel que o sol de maio, porque o sol de maio é ancestral e me faz chorar por algo que talvez jamais eu tenha sido, ao passo que o sol de agosto me faz relembrar o que tive e perdi. E, se minha vida é um inventário de perdas, o sol de agosto é a lanterna pela qual enxergo as ruínas do que outrora foi a cidade da minha felicidade.

Que venham as chuvas, os trovões. Que os ventos arranquem as raízes da minha dor e as carreguem para o mar, onde eu possa me afogar. Que o céu desabe em gotas grossas, gotas que eu posso fantasiar serem as minhas lágrimas, pois lágrimas já nem consigo mais verter...

sábado, 8 de agosto de 2009

20 vezes rejeitado

Depois de mais uma tentativa frustrada, estava contabilizando os nãos que levei: foram mais de vinte, nos últimos anos.

O problema aparece quando convertemos para percentagem: 100% das tentativas, algumas beeem recentes.

Ontem saí para almoçar com o pessoal do escritório e elas (eram todas mulheres) estavam falando de um advogado que faz audiências para nós. Por duas vezes, o viram andando com um "caso" - presumivelmente uma mulher com quem ele se encontra só para fazer sexo.

E todas criticavam o fato da dita mulher ser "feia". Elas todas, magras, bonitas, algumas realmente lindas - todas podiam facilmente ganhar a vida trabalhando num puteiro de luxo, e falando as piores coisas porque a mulher era "feia", quase como se fosse uma criminosa - e ele tambem recebeu a cota de criticas "por fazer esse tipo de coisa".

Ah, cara. Juntando as duas coisas e o que eu vejo no espelho, a resposta é óbvia - do mesmo jeito que é óbvio que as coisas vão continuar iguais por muito, muito tempo (ou, ainda, vão piorar à medida em que eu for envelhecendo).

Por exemplo: tem uma moça que trabalha lá, que não é advogada, e que, nas palavras da chefe, "dá em cima de todos os homens: deu em cima do fulano, do siclano, do beltrano... só não deve ter dado em cima de você, Kai". Claro que não deu em cima de mim. E ela falou aquilo de um jeito tão natural, como se fosse óbvio que ela não daria em cima de mim, como se fazer esse tipo de coisas fosse coisa de gente maluca.

Tá, claro que tem cara que não é lindo e mesmo assim não tá sozinho. Mas alie meu tipo físico ao meu tipo excêntrico, ao meu jeito estranho de ser, ao tipo de coisa que falo e penso, e você entende porque estou há 18 meses sem fazer amor com ninguém.

Na verdade, nem era bem isso que eu queria falar no post, mas foi o que saiu. Tenho me sentindo abandonado demais, esses tempos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"oi onde vc está quero dar pra vc"

Essa foi a mensagem que o estagiário recebeu - onde v c esta quero dar pra vc.

É o mesmo estagiário de quem tive inveja antes, quando ele estava contando de quando ficou com a advogada do escritório, e depois a trocou por outra estagiaria de lá.

Sinceramente, tenho inveja dele. A mim, sequer respondem meus e-mails.

Acho que isso é um motivo pelo qual acabo me castigando tanto. Eu penso que não é possível que TODO MUNDO esteja errado; que todo mundo me despreze, me ignore, me ache chato, que todo mundo queira ficar longe de mim e eles estejam errados. Se todos querem distancia, querem me castigar de algum jeito, eu penso que eu devo ter algo muito errado, que eu devo merecer o que recebo. Então, acabo me castigando também, muitas vezes sem perceber.

Nos últimos tempos, tenho sonhado muito que faço parte de grupos. Algumas vezes, relembro de pessoas que conheço, especialmente pessoas que me marcaram muito como "simbolos de sucesso". E eu sonho que estou com elas, que saio para viajar com elas, ou que trabalho com elas. Mas, nesses sonhos, eu tenho sempre um papel subalterno: por exemplo, em um deles, um cara me levou com ele porque ele queria trepar com uma menina e eu tinha que ficar beijando a irmã dela, mesmo que não quisesse, só pra eles dois poderem foder sossegados. E mesmo assim eu ia.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Convite rechaçado

Do dicionáriu Houaiss: "rechaçado:
1 cuja retirada se forçou; rebatido, desbaratado
2 a que se opôs resistência; repelido".

Meus dois últimos convites para sair comigo, ir ao cinema foram rechaçados - literalmente. Esse foi o termo que uma delas disse para mim, "seu convite foi rechaçado".

A outra, a kas*sy, simplesmente disse que talvez, se não fosse fazer nada melhor tipo pular de cabeça pela janela, até podia pensar em talvez sair comigo. E depois da minha resposta de que tudo bem, então talvez a gente pudesse ver, o silencio. Sinto falta daquela semana em que falei com ela todo dia... era tão bom ter alguém com quem falar tanto!

Será que algum dia vou poder distribuir todo esse amor e esse carinho que tenho aqui dentro? Será que algum dia alguém vai aceitar meu amor de novo?

Tenho sérias dúvidas.

domingo, 26 de julho de 2009

O que machuca m,ais

O que me machuca mais nisso tudo é o fato de que elas me dão esperanças só pra eu cair lá de cima.

Mandam msg no celular. Me chamam pra sair. Dizem que estao com saudades, que sentem a minha falta. E, quando eu respondo, me ignoram completamente, ou inventam alguma coisa que claramente é mentira...

Por que não me deixam quieto desde o começo? O que querem de mim?

De 4 voltando a zero, em menos dias ainda.

Bem, a Z*ana não me respondeu mais.

A kas*syana, depois q saímos para almoçar, tem me evitado e declinou muito gentilmente meu convite para sairmos de novo.

A le*idi marcou comigo de sairmos no sabado. E, no dia, desligou o telefone e não me atendeu, nem falou comigo depois disso.

A lil*ian esta viajando, mas antes também declinou, gentilmente, meu convite para sair.

E tudo volta ao normal no reino do Kai.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

De zero a 4 em poucos dias

Isso aqui tá às moscas, mas tem muita coisa acontecendo.

Primeiro, a za*na. Ela respondeu ao meu scrap e eu respondi por e-mail, o qual ela respondeu logo em seguida. Falamos principalmente de filosofia, e foi muito bom falar com alguém sem ter que "explicar" as coisas... No final, ela disse que "era legal eu responder por e-mail porque assim a gente podia conversar mais".

Depois, a Kas*syana. Nos falamos todos os dias, ao menos por mensagem do celular ou e-mail. De qualquer forma, mais do que a frequencia, mudou o tom da conversa, algo mais pessoal, quase coisa de namorado mesmo. Semana que vem acho que vamos ao cinema, e quem sabe o que vai acontecer depois..

Aí, tem a L*ilian, que a advogada que era do escritorio e tinha ficado com o estagiário. Semana que vem ela vai viajar pra Nova York, mas quer "combinar de sairmos uma noite antes de ir viajar".

E, finalmente, a L*eidi voltou depois de um tempao. Ela tinha sumido quando comecei a ficar doente, mesmo que tivesse dito que ia ficar do meu lado. Disse que estava feliz que eu estava bem, que tinha saudades e quer "marcar alguma coisa". Certamente acontecerá algo físico entre nós.

Tá Kai, você é o foda e tem um monte de mulher atrás de você, certo?

Nope. Porque eu sei que isso muda de uma hora pra outra... e também porque ainda não sinto nada realmente especial em relação a nenhuma delas; talvez a z*ana, mas ainda é algo muito etéreo pra eu ter certeza. Eu não apostaria meu futuro em nenhuma delas. Na verdade, para a z*ana devo parecer alguém "querendo impressionar"; para as outras, a impressão que tenho é de que sou alguém "ponta de estoque": estão numa fase ruim, sobrou alguém que parece aceitável e que gosta delas, então pode ser que role alguma coisa até aparecer algo melhor.

Bem, pra surpresa de vocês, desta vez eu estou preparado. Se alguém vai pular fora antes que o barco afunde, esse alguém vou ser eu.

É, é canalhice. Mas esse coração aqui vocês não maltratam mais.

domingo, 12 de julho de 2009

De um mail para a lux

Sabe, às vezes eu tenho vontade de parar de tomar meus remedios - ou de tomar todos de uma vez. Sendo bem sincero, o que me segura normalmente é uma coisa só: não quero morrer sangrando pelo rabo, que é o que aconteceria se eu tomasse todo o anticoagulante de uma vez. É um motivo meio banal pra se continuar vivo, mas é mais eficiente que todos os outros que tenho atualmente. Essa coisa de não parecer ridículo nao funciona muito pra mim, porque eu me sinto deslocado o tempo todo; o que me impede de despirocar de vez é meu senso de responsabilidade, de "eu tenho que fazer meu trabalho, tenho que cuidar da minha familia, tenho que ser util".

Eu tenho cada vez mais dificuldade em entender as coisas - quanto mais coisas eu vejo, seja no jornal, na teve, ou mesmo à minha volta, mais procuro um sentido nisso tudo e não acho. Qual o sentido disso tudo? Por que as coisas são como são? Não acho respostas filosoficas, nem religiosas, nem materiais. Então, eu só vou vivendo0, um dia de cada vez.

Sério que você é uma das únicas "coisas" que parece fazer sentido nisso tudo - esse sentimento que temos. Uma vez eu li que "arte é o que nos faz ter orgulho de sermos humanos", e a nossa amizade é arte, porque é uma das poucas coisas das quais tenho orgulho, uma das poucas coisas que me faz ver um sentido, um fio condutor nos meus dias.

Semana passada fui almoçar com uma menina que conheci na net ha algum tempo; depois disso, viemos nos falando mais do que o normal. Eu a convidei para ir ao cinema, ela ia viajar nesse fim de semana, mas fez questao de dizer q no proximo estaria livre e que adoraria. Claro que iremos, e claro que eu tentarei alguma coisa. Só que nada disso preenche nada aqui dentro...não vejo sentido nas relações humanas. Acho que me tornei (ou sempre fui) meio imprestavel para a vida a dois. Prefiro ficar sozinho, no meu mundo de faz de conta.

Por exemplo, no dia em que vi que perdi o prazo e levei a maior mijada do mundo, mandei uma msg pra essa moça (ela começa a trabalhar as seis da tarde) e disse: "meu dia foi horrivel, tomara que o seu seja bem melhor! bom trabalho!" Se eu recebesse uma msg assim, perguntaria o que houve, amanha vai ser melhor, tudo vai passar, essas bobagens que a gente sabe que não significam nada mas, ao mesmo tempo, significam muito. Mas ela respondeu "meus dias tem sido corridos mas tem sido bons, obrigada". A impressão que eu tenho é como se estivessemos tentando tocar a mesma musica, mas cada um esta cantando num tom levemente diferente, e as coisas não se encaixam... como se tivesse uma interferencia na conversa ao telefone, um detalhe que não parece grande coisa mas vai crescendo até tornar a conversa impossível.

Sei lá se o que eu quero é impossível - nem eu mesmo sei. Só sei que almejo muito mais do que isso que enxergo ao meu redor.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ou se morre de fome, ou de indigestão

Amanhã almoço (acho) com a moça que estou interessado. Expectativa, pra ver no que vai dar.

Só que, logo agora, aparecem mais duas. Uma delas é uma moça com quem converso na internet há um tempão, que furou um monte de almoço comigo - eu já falei dela aqui. Pois bem, semana passada almoçamos juntos e depois disso trocamos alguns e-mails, mas percebi que o tom dela mudou - até aceitou um convite para ir no cinema "um dia desses".

Sexta ela viajou para salvador pelo trabalho e eu mandei uma msg de boa viagem, depois um mail perguntando como foi. Ela não respondeu o mail, mas hj mandou uma msg "preocupada pq não teve tempo de responder, mas foi tudo bem, e quer saber como eu estou".

Outra é uma advogada que saiu do escritorio (lembra daquela que tinha ficado com um estagiario e saiu pra comprar sorvete tarde da noite e eu fiquei com inveja dele? Essa mesmo). Temos nos falado muito por mail, msg e orkut depois que ela saiu; o tom também mudou um pouco.

Sabe o que é pior? É que eu me pego fazendo contas pra conseguir ficar com as tres ao mesmo tempo. É algo que aconteceu naturalmente... acho que é meio algo como "não posso desperdiçar nenhuma chance enquanto dá, pq fiquei muito tempo sem e tenho medo que aconteça de novo". Juro que não queria ser assim, mas me percebo sendo.

Acho que o mais certo é eu ficar sozinho e não ter ninguém e parar de reclamar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Almoço

A minha amiga, que também é amiga da moça por quem estou interessado, marcou um almoço a 3 na quinta feira. Ainda não sei se ela confirmou.

Mas bem que podia, né? Bem que, ao menos uma vez, isso tudo podia dar certo.

E eu já estou aqui, todo elétrico, por mais que tente levar a coisa com calma e de forma racional.

**UPDATE** Claro que ela não foi. Tá, já entendi.

Pulando de páquedas (literalmente)

Uma moça do escritório tá organizando uma excursão pra pular de páraquedas, em agosto, sei lá aonde.

Estou pensando seriamente em ir, só depende da grana.

No pacote tá incluída a foto e a filmagem. Se eu for, coloco aqui.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ando com preguiça de postar; só queria dizer que hoje falei com a Lux, e foi muito bom. Sentia saudades.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Clarividência

Sobre o negócio do trabalho, a mudança da advogada para o outro setor, já está começando o que eu previa... ela é um sucesso total, e eu, bem, eu sou apenas eu - patético.

Beleza

Hoje contrataram um advogado novo no escritório - e as mulheres já ficaram assim assim porque é um homem extremamente bonito.

Aí eu fiquei pensando que isso deve ser bom, ser bonito. Tá, eu não sou feio; tem dias que eu até gosto da minha lata. Mas a questão é que, especialmente quando você me olha no conjunto, "bonito" não é bem o termo que usaria pra me descrever ("estranho" é esse termo, e cada vez mais).

Deve ser legal ter as pessoas te admirando; deve ser legal você olhar para uma mulher e ela ao menos não virar o rosto; deve ser legal poder se olhar no espelho mesmo nos dias em que você não está de otimo humor.

Só que isso não tenho como mudar. É mais uma coisa que eu jamais saberei.

sábado, 20 de junho de 2009

Inveja

Essa semana mandaram a coordenadora do outro setor embora (coordenador de setor é o cargo que tenho no escritório). E para o cargo colocaram uma advogada do meu setor - a mesma que fazia dança de salão comigo, e pela qual tive aquela crise de ciumes até agora não explicada, há um ano atrás.

Estou com uma série de sentimentos conflitantes. Primeiro, acho legal o escritório prestigiar alguém de dentro - e realmente ela merece, como fiz questão de dizer. Mas, ao mesmo tempo, sinto que ela vai fazer falta, profissionalmente (ela cuidava mais da parte administrativa, com muita competência, me deixando livre pra fazer a parte jurídica) e de forma pessoal (é, eu sentirei sua falta, mesmo que ela esteja na sala ao lado).

Também preciso admitir que estou com inveja - porque sei que ela é muito competente e vai colocar aquele setor em ordem, provavelmente muito melhor que o meu. De qualquer forma, estou lutando de verdade para ajudá-la no que for possível, ao mesmo tempo em que tento melhorar meu trabalho. Preciso aprender coisas que antes ela fazia, e isso vai ser um crescimento pra mim. Até dei um presente pra ela pela promoção: uma miniatura que eu pintei (porque não sei fazer outra coisa).

Pior é não ter com quem conversar sobre isso... esses dias têm sido bem difíceis para mim. Antes eu conversava um pouco com uma amiga minha - mas ela é amiga da zana, e têm me evitado ultimamente (certamente constrangida pelo meu interesse inoportuno).

sábado, 13 de junho de 2009

Neverland

Estou me sentindo estranho, com um gosto amargo na boca.

Eu penso que achei alguém, mas aí volto pro lugar.

Isso é uma constante na minha vida (é só ler os arquivos para ver quantas e quantas e quantas vezes isso aconteceu).

Só que dessa vez eu achava que ia ser diferente - porque eu não "me apaixonei" por necessidade de ter alguém, ou meramente por uma condição física; eu "me apaixonei" pelo conteúdo.

Mas, não é pro meu bico. Nunca é.

Ontem foi dia dos namorados aqui; claro que passei o dia e a noite sozinhos, tentando fazer de conta que isso não existia. Até que fui relativamente bem nesse faz de conta.

Tenho me tornado bem demais em faz de conta; também, eu preciso praticar muito mais do que gostaria...

Fim da aula de dança

Então, parei as aulas de dança.

O lugar onde eu fazia só tem pagamentos semestrais: R$ 500,00 o semestre. Então, teve uma advogada do escritório que começou (não a que ia comigo) e parou; então, ela vendeu os créditos para outra advogada, que passou pra mim.

Como eram tempos em que eu estava de bom humor e todo mundo me amava, ela me deixava ir usando o cartão para pagar por mês. Mas, aí, eu voltei ao meu estado normal, e ela se tornou uma cavala comigo (com toda a razão), e pediu o cartão de volta.

Assim, como eu não tenho R$ 500,00 para gastar nisso e como aulas de dança parecem sem sentido (porque eu me sentiria mais ridículo ainda agora), parei.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O que não agüento

Como já disse o Millôr, "o que eu não agüento mais é essa esperança".

Se eu pudesse ficar quieto no meu canto, sabendo que é assim que as coisas são e é assim que vão terminar, até que seria fácil suportar; eu já estou pegando o jeito da coisa. Aprendi a me divertir e a me suportar sozinho.

Só que aí aparece uma situação que me faz pensar que eu tenho direito a mais, que posso ter achado alguém que vai compartilhar isso comigo... e vem a esperança, que depois vira decepção e faz esse estrago todo.

domingo, 7 de junho de 2009

Tio Chato

Na quinta-feira, ainda era um dia em que eu estava irritantemente feliz.

Eu corrigi uma petição de uma das advogadas e ela disse que tinha ficado bem melhor. "Também, faz 200 anos que você faz petições", ela disse.

"Obrigado por me chamar de velho", eu respondi brincando. Todos rimos.

Depois, contei a historia para a sócia do escritorio, que também riu. Então, ela contou que quando eu fiquei fora por causa da minha doença, uma outra advogada disse que eu fazia falta. "Sabe aqueles tios velhos e chatos que a gente acaba se acostumando e sente falta quando não tá por perto?"

Aquilo me machucou mais do que eu quero admitir. Nunca me vi desse jeito; não achava que me viam desse jeito.

Queria ser alguém de quem nas pessoas gostassem sem ter que fazer esforço. Queria ser um primo legal, não um tio chato. Acho que isso explica porque eu acabo sozinho no fim das contas.

Por causa disso, junto com o insucesso das coisas com a menina da festa, na sexta eu fiquei quieto o dia todo. Passei o dia com fones de ouvido, sem dizer uma palavra. É esse tipo de coisa que faz eu ter fama de bipolar no escritorio.

"Dr., porque você tá chateado? Aconteceu alguma coisa?", perguntam.
Eu só não respondo.

E as engrenagens do tempo voltam a girar nos mesmos dentes.

Sonho

Eu estava em um castelo, junto com mais dois amigos (que não sei quem eram). Usávamos mantos verde-escuros com borlas e estrelas prateadas, como se fôssemos de um mesmo grupo.

Tinha havido uma mudança no controle do castelo: um grupo de homens vestidos de negro controlava as ruas e as pessoas. E eu e meu grupo éramos como uma resistência, esperando o momento certo para atacar; o plano era sair como se não soubéssemos o que tinha acontecido e atacar de surpresa.

Saí como se fosse pegar lenha, para atacar em seguida. Mas, quando eu saí, percebi que os homens de negro já tinham conquistado tudo; não havia a menor chance de vencermos. Voltei e contei aos meus amigos.

Eu tinha perdido o momento.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Falando sozinho

Aos poucos, a empolgação vai arrefecendo. Não há qualquer motivo em especial para isso; mas a verdade é que eu estou apaixonado mais por uma idéia que nasceu toda da minha cabeça, e não há grandes estímulos pra isso no mundo de verdade. Não fui recusado nem nada; mas também não foi aceito.

Aos poucos, vou percebendo a inadequação das coisas que eu faço. Estou tentando colher coisas boas disso tudo e fazer apenas coisas que vão dar frutos depois; nada muito particular, nada muito ligado a essa idéia, mais coisas gerais.

"Porra Kai, faz uma semana! Dá um tempo!" Eu sei. Eu tô falando o que tô sentindo; pode ser que daqui a pouco aconteça alguma coisa... só que agora, hoje, sinto que aos poucos vai esfriando.

Bem, a viagem foi agradável, mesmo que eu tenha falado sozinho o tempo todo. Ao menos me distraí.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Respondeu

Uma resposta meio neutra, mas com abertura para continuar a conversa.

Já respondi; acho que dá pra inventar alguma coisa com outras pessoas onde ela apareceria também.

Vou ver isso amanhã mesmo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nada ainda.

Ela não respondeu. Mas ainda é um tempo razoável - faz apenas um dia que mandei a mensagem pelo orkut.

E fuçando pelo orkut dela, vi que ela colocou na net e tem entre os favoritos o único video que ja postei em um blog meu, lá em 2005 (e que tinha colocado no meu orkut tb, mas tirei pra não parecer que era cópia): o Dancem, Macacos, Dancem.

Acho que posso conversar de igual pra igual com ela, e é isso que me anima.

Comprei sapatos e camisas novas, um perfume, cortei o cabelo de um jeito diferente. Tenho tentado aproveitar a viagem até aqui, porque sei que o destino é incerto.

* UPDATE: fuçando mais um pouco, vi que ela também é de capricórnio...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Foi

Mandei um scrap pra ela :$

Carai. Parece que tenho 17 anos de novo.

Será que vou me quebrar feio dessa vez? Não sei porque, mas alguma coisa me diz que pode ter uma luz depois da curva... tomara que não seja um trem em sentido contrário.

sábado, 30 de maio de 2009

Direto do Blog Antigo

"Às vezes Deus acalma a tempestade; às vezes, acalma apenas o marinheiro."

Meu Blog Antigo

Estou salvando meu blog antigo, já que não posso mais editá-lo. E, claro, estou relendo o que escrevi.

Muita coisa mudou, felizmente. Continuo passando por momentos difíceis, mas ao menos consigo levantar da minha cama todos os dias. Atualmente estou muito animado, mas é com uma situação passageira, uma esperança de algo.

Quero falar no geral. Ao menos não preciso mais de remédios para conseguir ir trabalhar.

Deus, eu passei por cada coisa! E eu lembro a maioria delas; ainda há eco daquela dor toda aqui dentro, quatro anos depois.

Só uma coisa não mudou: a Lux continua sendo o anjo da minha vida. Jamais poderei agradecer da forma que ela merece.

Strength

"I asked God for strength, that I might achieve.
I was made weak, that I might learn humbly to obey . . .
I asked for health, that I might do great things.
I was given infirmity, that I might do better things . . .
I asked for riches, that I might be happy.
I was given poverty, that I might be wise . . .
I asked for power, that I might have the praise of men.
I was given weakness, that I might feel the need of God . . .
I asked for all things, that I might enjoy life.
I was given life, that I might enjoy all things . . .
I got nothing I asked for -- but everything I had hoped for.
Almost despite myself, my unspoken prayers were answered.
I am, among men, most richly blessed!"

Roy Campanella

sexta-feira, 29 de maio de 2009

link

o orkut dela.

Operação Z

Pois bem, liguei pra minha amiga e falei abertamente que fiquei interessada na garota. . Ela foi muito delicada (como sempre é) e disse para eu começar a conversar com ela aos poucos, por msn ou por orkut, e ver o que acontecia.

Tá, claro que não é exatamente a melhor resposta que eu esperava. Mas, é uma resposta boa.

Apenas pedi que ela me dissesse se eu estivesse fazendo papel de bobo, ou se estivesse correndo atrás de coisa que não era pro meu bico.

Ela não me respondeu nada, por enquanto.

Seguro

O escritório fez um seguro de vida em grupo - agora, eu valho cem mil reais.

Isso é maravilhoso, porque eu não conseguiria fazer um seguro com a doença que eu tenho. Agora, fico muito mais tranquilo.

Louvado seja o dia em que mudei para esse escritório.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Riding Classes

Então, falei com a minha amiga, como quem não quer nada, pra ver se a amiga dela com quem conversei no aniversário teve algum tipo de reação, ou algo assim.

Claro que não. Claro que tudo não passa de coisa da minha cabeça.

Eu sou igual aquele cavalo daquela tirinha - um completo idiota.

Aniversário

Ontem fui em um aniversário de uma amiga. E conheci alguém legal.

Estou tentando manter as coisas sob controle - foi apenas uma conversa. Mas está difícil não me animar (coisa que não quero fazer).

Bem que podia ser ela...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Aula de dança

Hoje foi a segunda aula de dança latina - a primeira de samba. Depois eu conto com calma, mas, definitivamente, não tenho jeito para a coisa.

Pinturas

Domingo consegui voltar a pintar. Aquilo me fez muito bem.

Se der certo, no fim de semana coloco fotos das miniaturas aqui.

domingo, 24 de maio de 2009

Sangue

Estou urinando sangue. O médico disse que podia ser pedra nos rins, fui no urologista que descartou - parece que era apenas o anticoagulante que estava muito forte (minha coagulação caiu para 15% do normal). Já ajustei as doses, e parece que vai ficar tudo bem.

Mas, confesso que até conseguir falar com o meu médico e saber o que era, fiquei com medo. Medo não é bem a palavra - fiquei apreensivo porque achei que era mais sério e eu podia morrer. Foi um estado... interessante. Minha reação foi calma, eu apenas senti falta de saber como algumas coisas terminariam.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Add Insult to Injury

"Gosto de você, mas não assim... podemos continuar sendo amigos?"

Não posso dizer que não sabia como ia terminar. Mas o gosto amargo é o mesmo. E, do mesmo jeito, a vontade que eu tinha de fazer tudo foi embora.

Eu sei que não devia ser assim, que não posso apostar tanto, tão rápido, em algo tão pequeno. Mas é assim que eu me sinto, cacete. Me chame de "meu anjo" e você me tem inteiro em suas mãos.

Queria ser diferente, mas não sou.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

...e já acabou.

Briguei com a menina que mora longe. Combinamos de nos ver pela webcam no sábado, mas eu não percebi que tinha entrado invisível até as seis da tarde; ela deve ter entrado invisível também, ou não entrou, porque não a vi.

Claro que ela não acreditou. E assim acabou minha semana em que eu era alguém legal.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Príncipe Exilado

Sei que não posso me empolgar muito, que vou me machucar, e aquela coisa toda.

Mas, hoje eu passei o dia como se fosse um príncipe exilado, como se tivesse um reino que me pertencesse, mesmo que estivesse longe; como se as pessoas não pudessem me atingir, como se a indiferença delas desviasse de mim. Eu tinha um reino inteiro meu, guardado, intocado, e isso fez meu dia ser maravilhoso. E tudo isso foi por causa de uma das meninas.

Conversei com uma amiga pelo msn e ela disse para eu tomar cuidado, especialmente porque "não era nada real".

Claro que ela tem razão. Mas eu respondi dizendo "o que é real? É menos real alguém que me faz bem e está longe, ou as relações platônicas que eu tenho com as mulheres que estão perto? É menos real que a crise de ciúmes que tive por alguém que mal conhecia? É menos real que as duas vezes por mês que me apaixono por alguém, só porque estão mais perto? Alguém que está longe e me faz me sentir feliz, ao menos por ora, é mais real que todas as pessoas que toquei no último ano"

Msn

Então, continuo conversando com as duas garotas pelo msn.

A que mora no nordeste me disse hoje que tem uma filha de sete anos. Amanhã vamos conversar via webcam.

A que mora a 90km aqui conseguiu um emprego e vem fazer treinamento na minha cidade na terça e na quarta. Vamos jantar juntos na terça.

Cara, eu sou muito sem noção.

Almoço

Não, o almoço não saiu.

Não, ela não deu motivo.

Sim, ela pediu para almoçarmos na terça.

Sim, eu, como sou burro, aceitei.