Bem, de novo com mais de uma ao mesmo tempo, e parece que as coisas estão mais sólidas. Mas... hm, já falo do mas. Antes deixa eu falar delas.
A primeira é a moça do escritório. Não adiantou, as coisas voltaram a ser como eram - as conversas e tudo o mais. E se numa hora eu achava que era coisa da minha cabeça, agora tenho certeza de que não é. Primeiro, porque ela fez questão de me contar que tinha terminado o namoro - meio que colocou a coisa de supetão numa conversa. Depois, eu fiz alguns testes; por exemplo, SEMPRE que eu levanto para tomar café ela aparece na cozinha, esse tipo de coisa. E mesmo no sábado, aquele dia em que eu fui comprar os filmes e ela foi junto, ela falou que apreciava demais minha companhia, etc etc. E às vezes eu percebo que eu jogo a isca, que ela percebe que é uma isca e faz questão de mostrar que sabe, e morde mesmo assim.
A segunda, é aquela moça da internet com nome complicado (pra variar... é essa última de quem falei). Estava lembrando que a idade não é 37; é 42 ou algo assim. Bem, se ela não achou minha conversa como "coisa de criança" até agora... mesmo que "nem faça furo no carro", como disse a lux (o que quer que isso signifique, eu fiquei de perguntar e esqueci haha), não consigo deixar de ter algum receio de parecer bobo ou algo assim. Mas, parece que há algum caminho tb... ontem ela me mandou um álbum de fotos do msn; pareceram interessantes. Vamos ver.
E a terceira é uma amiga da minha antiga sócia, que ela disse que ia me apresentar. Fiquei bastante interessado, especialmente porque a moça seria "um doce de pessoa", nas palavras dela. Não sei mais nada, fora o fato de que ela é recém divorciada, o que talvez facilite as coisas...
E esse último comentário me leva ao grande MAS do começo deste post. O grande MAS é que nada disso é de verdade - nenhum sentimento de verdade. Talvez o mais proximo de sentimento seja a vontade de acabar com a minha solidão, o que é egoista demais. Por exemplo, a tia da moça do escritório estava doente e sofreu uma cirurgia hoje de manhã, e ela estava preocupada. Eu fiquei preocupado também - mas me demonstrei mais preocupado do que realmente estava, só para ela perceber o quanto "eu sou um homem preocupado".
Às vezes me percebo atrás de uma máscara que eu criei - claro que sempre usamos máscaras, todos nós, e eu já fiz isso. Mas agora é como se eu me enxegasse fazendo isso, e não gostei. Como se eu tivesse perdido a batalha que tanto lutei, de achar alguém que goste de mim pelo que realmente sou... ou talvez uma decepção comigo mesmo, por ter descido tão baixo para resolver meu abandono; um pouco como se tivesse "vendido a alma" para conseguir alguma companhia.
Pior: nenhuma delas é a pessoa. Se eu tivesse "vendido a alma", que fosse por esse alguém que espero tanto... se bem que, se realmente existir esse alguém, certamente ela não exigiria que eu fizesse isso. Enfim, essa companhia toda, essa perspectiva de finalmente ter alguém por perto é apenas uma sinfonia doceamarga, com que eu tento preencher meus dias. É como aquela história do beija-flor que contei uma vez, onde alguém enche aquelas florezinhas de plástico não com água e açúcar, mas com água e adoçante - doce o suficiente para atrair e fazer o bichinho beber até encher a barriga d´agua, mas sem nenhuma caloria que sustente o bater das suas asas...
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Sabe que "ela eh um doce= ele eh meio baranguinha, mas a docura melhora as coisas."
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