domingo, 28 de fevereiro de 2010
Do Twitter:
" Você precisa de um estabilizador de humor. – É o nome que você dá àquela parte do corpo?"
Ontem foi prova da ordem dos advogados
E a moça do escritório fez. Deve ter passado, ela é muito boa no que faz, e essa parte é mais prática.
Mandei na 6a uma mensagem de boa sorte no celular dela. Claro que ela nem agradeceu. Mas achei que devia desejar boa sorte...
Eu não tenho jeito mesmo, sou um burro. Claro que não vai ser comigo que ela vai conferir o resultado, nem com quem ela vai comemorar. Mas eu só queria dar uma força.
Mandei na 6a uma mensagem de boa sorte no celular dela. Claro que ela nem agradeceu. Mas achei que devia desejar boa sorte...
Eu não tenho jeito mesmo, sou um burro. Claro que não vai ser comigo que ela vai conferir o resultado, nem com quem ela vai comemorar. Mas eu só queria dar uma força.
Sonhei com o Paraíso
Quinta-feira passada sonhei com o paraíso. Eu estava andando por uma ruazinha, dessas de bairro, e quando olhei para o céu eu o vi. Era uma cidade enorme, linda, que parecia feita do mesmo material do céu. O que me chamou a atenção foram as imensas mesquitas. As pessoas que estavam na rua também viam, e todos ficamos maravilhados...
Essa é a visão que têm sido minha força esses dias. Eu fecho os olhos e ainda vejo a cidade...
A visão apareceu no meu sonho depois que eu, minha chefe, a garota do escritório (de quem eu não podia ver o rosto, mas reconheci pelos cabelos) e mais alguém tínhamos arrumado meus armários e jogado as coisas velhas e antigas fora. Mas quem estava comigo na rua vendo o paraíso eram outras pessoas, que não conheço.
No mundo 'de verdade', a coisa mais próxima que já senti do paraíso foi quando estava viajando pelos Campos Gerais aqui do Paraná. Esta é uma região bastante plana, onde são comuns as culturas como trigo. Mas, embora eu ache os trigais lindos, o toque do paraíso veio quando, numa viagem a trabalho. O campo estava arado, esperando as sementes para ser plantado. No meio daquele campo todo, de terra vermelha, uma árvore enorme e verde. Uma nuvem de pássaros voava fazendo movimentos sincronizados e belos... eu tive a impressão de que, por um segundo, o véu que separa o nosso mundo do que existe atrás estava quase transparente, de que eu quase conseguia ver o que tinha do outro lado...
Essa é a visão que têm sido minha força esses dias. Eu fecho os olhos e ainda vejo a cidade...
A visão apareceu no meu sonho depois que eu, minha chefe, a garota do escritório (de quem eu não podia ver o rosto, mas reconheci pelos cabelos) e mais alguém tínhamos arrumado meus armários e jogado as coisas velhas e antigas fora. Mas quem estava comigo na rua vendo o paraíso eram outras pessoas, que não conheço.
No mundo 'de verdade', a coisa mais próxima que já senti do paraíso foi quando estava viajando pelos Campos Gerais aqui do Paraná. Esta é uma região bastante plana, onde são comuns as culturas como trigo. Mas, embora eu ache os trigais lindos, o toque do paraíso veio quando, numa viagem a trabalho. O campo estava arado, esperando as sementes para ser plantado. No meio daquele campo todo, de terra vermelha, uma árvore enorme e verde. Uma nuvem de pássaros voava fazendo movimentos sincronizados e belos... eu tive a impressão de que, por um segundo, o véu que separa o nosso mundo do que existe atrás estava quase transparente, de que eu quase conseguia ver o que tinha do outro lado...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Meus relacionamentos antigos
"Oi lux, como ce tá?
Espero que esteja tudo bem. Aqui teve carnaval, e estamos voltando agora... mas eu sei que você nem tem esse tipo de folga aí. É estranho pensar nisso.
Eu tinha escrito este e-mail hoje de manhã e só agora vi o mail que você mandou. Mas aqui tem muito do que talvez você fosse me dizer...
Mais uma vez, eu tô escrevendo porque preciso escrever - acho que estou precisando voltar pra terapia, mas não tenho grana pra isso por enquanto. Então, vou entupindo tua caixa nesse meio tempo (nem se incomode em responder... só o fato de saber que tenho alguém pra mandar minhas coisas é toda a ajuda de que eu preciso).
Tenho conseguido ficar sem me cortar esse tempo todo, embora esteja sendo muito, muito, muito difícil. Às vezes eu tenho vontade de cortar meus braços fundo, pra ver o sangue escorrer e conseguir saber que é dali que tá vindo a dor, não de algum lugar que não sei dizer onde é...
Tentei fazer as coisas diferentes nesse carnaval (sabe, notei que SEMPRE passo os carnavais sozinho, pelo menos nos ultimos cinco anos ou mais. Interessante...) Saí com aquela psico da internet, fomos ao cinema. E, bem, foi horrível.
Sabe lux, eu não sei o que acontece. Caramba, eu penso no que pode ter acontecido de errado e não entendo... primeiro, a escolha da pessoa. Era alguém com quem a conversa ia bem, conversávamos bastante e os assuntos se encaixavam; eu e ela já tínhamos nos visto na cam, esse tipo de coisa. Depois, eu me comportei superlegal... me arrumei, fui gentil, atencioso, deixei-a na porta de casa, tudo isso.
Fico tentando entender onde eu erro. E não consigo... é por isso que eu acredito no que os outros falam, que eu sou esquisito e um cavalo, porque eu nunca percebo onde estou errando e mesmo assim os resultados são os mesmos.
A verdade é que, nesse exato momento, eu to com medo de ficar sozinho. Estou evitando a menina do escritório a muito custo (mas evita-la é a melhor coisa que posso fazer... estou tentando não pensar nela. Mas é foda.) e é claro que a perspectiva de ter outra pessoa me ajudava a superar.
Escrevendo isso eu começo a pensar no quanto eu sou confuso, porque eu tinha outra pessoa, que era a jacqueline, e isso não me ajudava. Ela estava do meu lado, inclusive quando eu fui internado, e eu sempre reclamei; aliás, nos tempos da Dóris foi assim também. Afinal, o que eu quero da vida? Será que eu quero demais ao procurar alguém que seja companheira e ao mesmo tempo seja alguem com quem eu possa conversar sobre tudo? Bem, o que tenho de certo é o seguinte: de todas as pessoas que estiveram na minha vida, as duas únicas que foram realmente minhas companheiras foram só a Doris, a Tina e a Jacqueline; mas, ao mesmo tempo, com nenhuma das duas eu me sentia completo, porque não conseguia conversar com elas. Ao mesmo tempo, chegava um momento em que eu me sentia sufocado com essa companhia, porque era excessiva - até hoje lembro que a Doris nao me deixava tomar banho sozinho porque queria 'ficar conversando', ou a Jacqueline me cobrando que eu não tinha mandado mensagem para ela e ja eram dez horas da manha.
Por outro lado, as únicas com quem consegui conversar foram a Viviane, a Carol e a moça do escritório; a moça do escritório ainda conseguiu parecer ser minha companheira, enquanto interessou a ela. E essas sempre se mostraram meio avessas quando precisei de algum tipo de companhia, quando precisei delas - e não o contrário. Interessante que essas perdas foram mais doídas que as outras, foram mais agudas e incisivas. Tenho a impressão de que eu considerava essas mulheres 'superiores'; eu sempre me esforcei mais pra impressioná-las, quase como se as mulheres 'companheiras' tivessem 'obrigação' de gostar de mim, enquanto essas outras 'inteligentes' eu devesse 'provar que sou digno delas'.
Acho que nunca tinha parado pra pensar nas coisas sob essa ótica, detalhando e analisando cada coisa de um ponto de vista racional.
Tá, e todo o resto? Todas as outras que passaram por minha vida? Nessas, eu não tinha nem uma coisa, nem outra. Uma parte era essa coisa de "tenho que estar com alguém", era só puro e simples medo da solidão. Outras, foi porque "era possível" - ela estava me dando bola e era uma chance de estar com alguém e fazer sexo. Caramba, como eu me vendi barato! Mas percebo que, se alguém pode me rejeitar, eu sou incapaz de fazer o mesmo: não posso 'perder a chance'. Por que será, Lux? Eu nem participo de um grupo de amigos para quem contar minhas proezas e praticamente ninguém sabe o que acontece. Acho que tenho que provar algo pra mim mesmo... talvez provar que ainda posso servir pra alguém, por mais que eu não goste realmente dessa pessoa.
As exceções são raras demais para serem contadas. Ou é alguém que acho que tem 'obrigação' de gostar de mim e eu desprezo, especialmente porque não considero inteligente o suficiente; ou é alguém que eu acho inteligente, do meu nível, mas mesmo assim eu acho que eu tenho 'obrigação' de provar o tempo todo que consigo acompanhar sempre; ou é alguém que me deu bola e eu 'tenho' que aproveitar, mesmo não gostando.
Por que eu fico nestes ciclos? Por que eu repito meus erros o tempo todo? O pior é que, nas mais das vezes, já sei como vai terminar. No primeiro encontro já sei se a garota é do tipo 1, 2 ou 3; já sei como vai ser: com o tipo 1, vamos ficar junto, com algo relativamente sério - enquanto eu reclamo que ela não me dá espaço e eu não gosto dela de verdade, que ela não me completa e eu saio procurando alguém do tipo 2, normalmente enquanto ainda mantenho meu relacionamento, até que dou um jeito de desprezar tanto a pessoa que ela não aguenta.
Se é com alguém do tipo 2, eu mudo meu jeito de ser pra virar um cachorrinho e me submneter, até que a pessoa se desinteressa e termina comigo, e eu fico me martirizando. Aqui eu não procuro outra pessoa.
E se é alguém do tipo 3, eu fico levando a coisa enquanto dá, ao mesmo tempo em que procuro outra pessoa e também fico reclamando.
Será que a felicidade é diminuirmos nossas expectativas para que elas se encaixem na realidade? Às vezes eu acho que procuro uma mulher que não existe, alguém perfeito demais - ou, se existe, alguém que não tem o menor motivo pelo qual se apaixonar por mim, porque eu procuro alguém que seja quase uma semideusa enquanto eu sou só uma pessoa normal, nem melhor nem pior do que ninguém.
Será que existe alguém que não se encaixe nestas três categorias de mulheres com quem me relaciono?
Será que sou capaz de me relacionar com alguém que seja desse mesmo jeito, mas dar um final diferente?
O que será que acontece, será que o problema é com as minhas expectativas que são altas ou são incertas? Ou o problema é a forma com que eu vejo o outro, que vejo sempre como alguém incompleto ou não como uma pessoa com sentimentos?
Óbvio que você nem tem como responder isso tudo né, se nem eu ainda sei responder... Mas parar pra pensar nisso é, no mínimo, interessante. Ainda não sei como sair desse círculo, ainda não sei o que posso fazer de diferente, mas ao menos estou pensando.
Ontem eu fui no mercado e a moça que trabalhava no caixa era bastante bonita e falou comigo (eu estava de fone de ouvido e ela comentou algo do tipo 'hm, só ouvindo música' ou algo do tipo). Eu quis dizer que para ela devia ser ruim não poder ouvir música enquanto ela não saísse e que isso ainda ia levar mais uma hora; mas não consegui me fazer entender. Reformulei a coisa três vezes, e a cada vez ela entendia alguma coisa... tomei isso como um sinal claro do quanto eu sou confuso quando me comunico com alguém de uma forma que não seja escrita.
Talvez isso explique o porquê de ter sido tão ruim com a psicóloga. As conversas no msn foram boas, mas estou perdendo meu sentido social. A mesma coisa aqui no escritório, onde escrevo bem mas me isolam numa sala; a mesma coisa no mundo, onde minha maior amiga é você, com quem só 'falo' por escrito.
Ou seja, não sei o que quero; ao mesmo tempo, não consigo me fazer entender. Parece meio difícil conseguir alguma coisa desse jeito, hein? :P
E mesmo sabendo disso tudo, ainda me sinto sozinho, e a falta da moça do escritório ainda é muito dolorida, quase insuportável. Mas preciso sobreviver, não tenho outra escolha.
Enfim, esse e-mail começou de um jeito e depois saiu totalmente diferente...
Só o que eu sei é que me sinto dolorido, assustado e sozinho."
Espero que esteja tudo bem. Aqui teve carnaval, e estamos voltando agora... mas eu sei que você nem tem esse tipo de folga aí. É estranho pensar nisso.
Eu tinha escrito este e-mail hoje de manhã e só agora vi o mail que você mandou. Mas aqui tem muito do que talvez você fosse me dizer...
Mais uma vez, eu tô escrevendo porque preciso escrever - acho que estou precisando voltar pra terapia, mas não tenho grana pra isso por enquanto. Então, vou entupindo tua caixa nesse meio tempo (nem se incomode em responder... só o fato de saber que tenho alguém pra mandar minhas coisas é toda a ajuda de que eu preciso).
Tenho conseguido ficar sem me cortar esse tempo todo, embora esteja sendo muito, muito, muito difícil. Às vezes eu tenho vontade de cortar meus braços fundo, pra ver o sangue escorrer e conseguir saber que é dali que tá vindo a dor, não de algum lugar que não sei dizer onde é...
Tentei fazer as coisas diferentes nesse carnaval (sabe, notei que SEMPRE passo os carnavais sozinho, pelo menos nos ultimos cinco anos ou mais. Interessante...) Saí com aquela psico da internet, fomos ao cinema. E, bem, foi horrível.
Sabe lux, eu não sei o que acontece. Caramba, eu penso no que pode ter acontecido de errado e não entendo... primeiro, a escolha da pessoa. Era alguém com quem a conversa ia bem, conversávamos bastante e os assuntos se encaixavam; eu e ela já tínhamos nos visto na cam, esse tipo de coisa. Depois, eu me comportei superlegal... me arrumei, fui gentil, atencioso, deixei-a na porta de casa, tudo isso.
Fico tentando entender onde eu erro. E não consigo... é por isso que eu acredito no que os outros falam, que eu sou esquisito e um cavalo, porque eu nunca percebo onde estou errando e mesmo assim os resultados são os mesmos.
A verdade é que, nesse exato momento, eu to com medo de ficar sozinho. Estou evitando a menina do escritório a muito custo (mas evita-la é a melhor coisa que posso fazer... estou tentando não pensar nela. Mas é foda.) e é claro que a perspectiva de ter outra pessoa me ajudava a superar.
Escrevendo isso eu começo a pensar no quanto eu sou confuso, porque eu tinha outra pessoa, que era a jacqueline, e isso não me ajudava. Ela estava do meu lado, inclusive quando eu fui internado, e eu sempre reclamei; aliás, nos tempos da Dóris foi assim também. Afinal, o que eu quero da vida? Será que eu quero demais ao procurar alguém que seja companheira e ao mesmo tempo seja alguem com quem eu possa conversar sobre tudo? Bem, o que tenho de certo é o seguinte: de todas as pessoas que estiveram na minha vida, as duas únicas que foram realmente minhas companheiras foram só a Doris, a Tina e a Jacqueline; mas, ao mesmo tempo, com nenhuma das duas eu me sentia completo, porque não conseguia conversar com elas. Ao mesmo tempo, chegava um momento em que eu me sentia sufocado com essa companhia, porque era excessiva - até hoje lembro que a Doris nao me deixava tomar banho sozinho porque queria 'ficar conversando', ou a Jacqueline me cobrando que eu não tinha mandado mensagem para ela e ja eram dez horas da manha.
Por outro lado, as únicas com quem consegui conversar foram a Viviane, a Carol e a moça do escritório; a moça do escritório ainda conseguiu parecer ser minha companheira, enquanto interessou a ela. E essas sempre se mostraram meio avessas quando precisei de algum tipo de companhia, quando precisei delas - e não o contrário. Interessante que essas perdas foram mais doídas que as outras, foram mais agudas e incisivas. Tenho a impressão de que eu considerava essas mulheres 'superiores'; eu sempre me esforcei mais pra impressioná-las, quase como se as mulheres 'companheiras' tivessem 'obrigação' de gostar de mim, enquanto essas outras 'inteligentes' eu devesse 'provar que sou digno delas'.
Acho que nunca tinha parado pra pensar nas coisas sob essa ótica, detalhando e analisando cada coisa de um ponto de vista racional.
Tá, e todo o resto? Todas as outras que passaram por minha vida? Nessas, eu não tinha nem uma coisa, nem outra. Uma parte era essa coisa de "tenho que estar com alguém", era só puro e simples medo da solidão. Outras, foi porque "era possível" - ela estava me dando bola e era uma chance de estar com alguém e fazer sexo. Caramba, como eu me vendi barato! Mas percebo que, se alguém pode me rejeitar, eu sou incapaz de fazer o mesmo: não posso 'perder a chance'. Por que será, Lux? Eu nem participo de um grupo de amigos para quem contar minhas proezas e praticamente ninguém sabe o que acontece. Acho que tenho que provar algo pra mim mesmo... talvez provar que ainda posso servir pra alguém, por mais que eu não goste realmente dessa pessoa.
As exceções são raras demais para serem contadas. Ou é alguém que acho que tem 'obrigação' de gostar de mim e eu desprezo, especialmente porque não considero inteligente o suficiente; ou é alguém que eu acho inteligente, do meu nível, mas mesmo assim eu acho que eu tenho 'obrigação' de provar o tempo todo que consigo acompanhar sempre; ou é alguém que me deu bola e eu 'tenho' que aproveitar, mesmo não gostando.
Por que eu fico nestes ciclos? Por que eu repito meus erros o tempo todo? O pior é que, nas mais das vezes, já sei como vai terminar. No primeiro encontro já sei se a garota é do tipo 1, 2 ou 3; já sei como vai ser: com o tipo 1, vamos ficar junto, com algo relativamente sério - enquanto eu reclamo que ela não me dá espaço e eu não gosto dela de verdade, que ela não me completa e eu saio procurando alguém do tipo 2, normalmente enquanto ainda mantenho meu relacionamento, até que dou um jeito de desprezar tanto a pessoa que ela não aguenta.
Se é com alguém do tipo 2, eu mudo meu jeito de ser pra virar um cachorrinho e me submneter, até que a pessoa se desinteressa e termina comigo, e eu fico me martirizando. Aqui eu não procuro outra pessoa.
E se é alguém do tipo 3, eu fico levando a coisa enquanto dá, ao mesmo tempo em que procuro outra pessoa e também fico reclamando.
Será que a felicidade é diminuirmos nossas expectativas para que elas se encaixem na realidade? Às vezes eu acho que procuro uma mulher que não existe, alguém perfeito demais - ou, se existe, alguém que não tem o menor motivo pelo qual se apaixonar por mim, porque eu procuro alguém que seja quase uma semideusa enquanto eu sou só uma pessoa normal, nem melhor nem pior do que ninguém.
Será que existe alguém que não se encaixe nestas três categorias de mulheres com quem me relaciono?
Será que sou capaz de me relacionar com alguém que seja desse mesmo jeito, mas dar um final diferente?
O que será que acontece, será que o problema é com as minhas expectativas que são altas ou são incertas? Ou o problema é a forma com que eu vejo o outro, que vejo sempre como alguém incompleto ou não como uma pessoa com sentimentos?
Óbvio que você nem tem como responder isso tudo né, se nem eu ainda sei responder... Mas parar pra pensar nisso é, no mínimo, interessante. Ainda não sei como sair desse círculo, ainda não sei o que posso fazer de diferente, mas ao menos estou pensando.
Ontem eu fui no mercado e a moça que trabalhava no caixa era bastante bonita e falou comigo (eu estava de fone de ouvido e ela comentou algo do tipo 'hm, só ouvindo música' ou algo do tipo). Eu quis dizer que para ela devia ser ruim não poder ouvir música enquanto ela não saísse e que isso ainda ia levar mais uma hora; mas não consegui me fazer entender. Reformulei a coisa três vezes, e a cada vez ela entendia alguma coisa... tomei isso como um sinal claro do quanto eu sou confuso quando me comunico com alguém de uma forma que não seja escrita.
Talvez isso explique o porquê de ter sido tão ruim com a psicóloga. As conversas no msn foram boas, mas estou perdendo meu sentido social. A mesma coisa aqui no escritório, onde escrevo bem mas me isolam numa sala; a mesma coisa no mundo, onde minha maior amiga é você, com quem só 'falo' por escrito.
Ou seja, não sei o que quero; ao mesmo tempo, não consigo me fazer entender. Parece meio difícil conseguir alguma coisa desse jeito, hein? :P
E mesmo sabendo disso tudo, ainda me sinto sozinho, e a falta da moça do escritório ainda é muito dolorida, quase insuportável. Mas preciso sobreviver, não tenho outra escolha.
Enfim, esse e-mail começou de um jeito e depois saiu totalmente diferente...
Só o que eu sei é que me sinto dolorido, assustado e sozinho."
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Dias Ruins
Ontem e hoje a encontrei sem querer na cozinha. Virei as costas de imediato e saí.
Mesmo assim, é suficiente pra doer, e doer muito - porque é um jeito de furar meu isolamento. Cacete, até onde isso tudo vai?
Mesmo assim, é suficiente pra doer, e doer muito - porque é um jeito de furar meu isolamento. Cacete, até onde isso tudo vai?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Foi tão ruim o encontro, que a psicóloga parou de falar comigo.
Foi tão ruim o encontro, que a psicóloga parou de falar comigo. Cara, esse tipo de coisa magoa...
Pouco importa
Pouco importa se ela é ou não o que eu imaginava que fosse. O que importa sou eu, que nunca sou o que eu imagino.
Dois sonhos ruins
Sonhei com a moça do escritório, que ela ficava me dando bola e daí saía com o namorado.
Depois, sonhei que tinha passado a usar cadeira de rodas.
Minha noite não foi nem um pouco boa.
Depois, sonhei que tinha passado a usar cadeira de rodas.
Minha noite não foi nem um pouco boa.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Saí com a psico e foi bem ruim
Saí com a garota, e foi bem ruim. Acho que é só na minha cabeça que é possível alguma coisa boa.
Esse tipo de coisa é para o pessoal tipo o julio, ou o carlos alberto, ou o ricardo, não pra mim.
Sabe, eu cheguei à conclusão de que as pessoas têm razão; que eu sou estranho, esquisito, um cavalo vestido, um 'tio velho'... porque não tem outra explicação eu sempre tentar e tentar e tentar e ter esses resultados. Queria poder dizer que eles estão errados, que eu posso ser gentil, romântico, inteligente, engraçado. Mas a resposta que eu tenho é sempre a mesma, em todos os lugares e com todas as pessoas! Não posso imaginar que o mundo está errado e eu estou certo; portanto, eles estão certos e eu, errado.
Não nasci pra isso. Só queria não achar que nasci pra essas coisas.
Esse tipo de coisa é para o pessoal tipo o julio, ou o carlos alberto, ou o ricardo, não pra mim.
Sabe, eu cheguei à conclusão de que as pessoas têm razão; que eu sou estranho, esquisito, um cavalo vestido, um 'tio velho'... porque não tem outra explicação eu sempre tentar e tentar e tentar e ter esses resultados. Queria poder dizer que eles estão errados, que eu posso ser gentil, romântico, inteligente, engraçado. Mas a resposta que eu tenho é sempre a mesma, em todos os lugares e com todas as pessoas! Não posso imaginar que o mundo está errado e eu estou certo; portanto, eles estão certos e eu, errado.
Não nasci pra isso. Só queria não achar que nasci pra essas coisas.
Hoje vou sair com a psicóloga
Hoje vou sair com a patrícia, a psicóloga que conheci pela internet.
Vamos ver o que acontece... mas acho que vai ser bem legal.
Vamos ver o que acontece... mas acho que vai ser bem legal.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Uma semana sem me cortar
Ah sim, já faz uma semana que eu não me corto. O fato da lux ter me apontado que a menina do escritório é uma vaca (por mais que eu ainda ame aquela desgraçada e cuide o tempo todo para não vê-la) ajudou muito, porque falou com a minha parte racional.
Ainda, perceber que pode ter alguem que gosta de mim, como essa psicologa da internet, tambem ajudou.
Alguns dos cortes vão deixar cicatrizes; a maioria agora são só riscos vermelhos, que logo devem sumir.
Ainda, perceber que pode ter alguem que gosta de mim, como essa psicologa da internet, tambem ajudou.
Alguns dos cortes vão deixar cicatrizes; a maioria agora são só riscos vermelhos, que logo devem sumir.
Saúde
Mais ou menos a cada dois dias, tenho crises rápidas no trabalho. Repentinamente, o amortecimento que tenho o tempo todo nas mãos se espalha pelo braço e sobe pelo pescoço; a impressão que tenho é de que toda a pele se repuxa, e sinto uma sensação desagradável, quase uma dor, de tão forte que é o formigamento. Perco a força do braço e um pouco do controle, e tenho uma fraqueza muito grande. Normalmente, corro para o banheiro e deito no chão, de olhos fechados, pra diminuir um pouco. Ingiro um monte de sal e água, e tento me distrair.
Às vezes isso envolve os dois braços, e é por pouco que consigo segurar os gemidos de dor.
Normalmente leva uma meia hora para passar, e aí fica tudo bem. Já falei com o médico e ele disse que ainda é efeito do que eu tive no ano passado, e que eu só devo me preocupar se não passar até o fim do dia. Mesmo assim, dói e eu fico assustado toda vez que acontece. Na hora fico testando o corpo todo, pra ver o que ainda está funcionando...
Tenho tomado os remédios certinho, e agora no começo de março volto ao médico para ver se mantenho ou se altero a medicação. A verdade é que eu ainda tenho medo.
Às vezes isso envolve os dois braços, e é por pouco que consigo segurar os gemidos de dor.
Normalmente leva uma meia hora para passar, e aí fica tudo bem. Já falei com o médico e ele disse que ainda é efeito do que eu tive no ano passado, e que eu só devo me preocupar se não passar até o fim do dia. Mesmo assim, dói e eu fico assustado toda vez que acontece. Na hora fico testando o corpo todo, pra ver o que ainda está funcionando...
Tenho tomado os remédios certinho, e agora no começo de março volto ao médico para ver se mantenho ou se altero a medicação. A verdade é que eu ainda tenho medo.
Tenho conversado com a psicologa que conheci na internet
Tenho conversado com a psicologa que conheci na internet, e tem sido bem legal. Temos trocado mensagens durante o dia, e pensar nela me faz bem. Gosto de ouvi-la e de contar as coisas para ela, e ontem ganhei um processo legal no escritório e tive vontade de contar para ela, o que é um bom sinal.
Ela vai estar viajando no fds, mas segunda vamos nos ver. Provavelmente aconteça alguma coisa.
Ela vai estar viajando no fds, mas segunda vamos nos ver. Provavelmente aconteça alguma coisa.
6a fui no cinema
6a fui no cinema com um casinho das antigas, a leidi. É bom porque os dois sabem que nunca vai ter nada além de uns amassos, então a gente passa um tempo juntos, depois vai cada um para o seu canto e nos falamos de vez em quando.
E foi bem o que aconteceu. Assistimos um desenho bobo, demos risada, nos beijamos e só. Foi bom, sem cobrança nem nada.
E foi bem o que aconteceu. Assistimos um desenho bobo, demos risada, nos beijamos e só. Foi bom, sem cobrança nem nada.
E lá se vai a Jacke...
5a recebo uma mensagem no celular:
"Kai, quando nos conhecemos combinamos de sempre falar as coisas. E eu nao estou me sentindo bem para um relacionamento. Estou com muitos problemas e cobranças, então acho melhor a gente terminar. Não quero perder sua amizade, você é uma pessoa muito especial. Bj"
Respondi dizendo que preferia mesmo que ela fosse sincera, que não queria perder a amizade dela e que se eu pudesse ajudar estaria sempre aqui.
Ela não respondeu mais.
"Kai, quando nos conhecemos combinamos de sempre falar as coisas. E eu nao estou me sentindo bem para um relacionamento. Estou com muitos problemas e cobranças, então acho melhor a gente terminar. Não quero perder sua amizade, você é uma pessoa muito especial. Bj"
Respondi dizendo que preferia mesmo que ela fosse sincera, que não queria perder a amizade dela e que se eu pudesse ajudar estaria sempre aqui.
Ela não respondeu mais.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Domingo
Entrei numa página de bate-papo porque... nao faço idéia do motivo.
Aí encontrei uma psicóloga de 27 anos com quem estou conversando. Ao menos me ajudou a passar o tempo... e a conversa com ela tem sido bem agradável.
Aí encontrei uma psicóloga de 27 anos com quem estou conversando. Ao menos me ajudou a passar o tempo... e a conversa com ela tem sido bem agradável.
Sonho
Todoso pos dias, antes de dormir, peço ao Senhor dos Sonhos que me conceda a dádiva de não sonhar com ela. Ainda, peço ao Varredor de Sonhos que, caso eu son he com ela, varra todos os meus sonhos antes de eu acordar, para que eu nçao possa me lembrar.
Mas dessa vez não deu. E eu preciso escrever, pra tentar tirar este sonho da minha cabeça.
Estávamos em um teatro cheio, eu sentado ao lado dela na platéia, assintindo a várias comédias. Conversávamos bastante sobre o que víamos, e mesmo ela apresentou uma peça (e eu dei a maior força).
Depois, saímos e ficamos na frente da minha casa, estudando juntos para a prova de advogados que ela vai ter. E mais uma vez, mesmo só estudar com ela me dá mais prazer que qualquer outra coisa com as outras mulheres.
Ai eu acordei. P*rra de sonho que não consigo tirar da cabeça.
Mas dessa vez não deu. E eu preciso escrever, pra tentar tirar este sonho da minha cabeça.
Estávamos em um teatro cheio, eu sentado ao lado dela na platéia, assintindo a várias comédias. Conversávamos bastante sobre o que víamos, e mesmo ela apresentou uma peça (e eu dei a maior força).
Depois, saímos e ficamos na frente da minha casa, estudando juntos para a prova de advogados que ela vai ter. E mais uma vez, mesmo só estudar com ela me dá mais prazer que qualquer outra coisa com as outras mulheres.
Ai eu acordei. P*rra de sonho que não consigo tirar da cabeça.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Fim de semana
Está difícil passar o tempo; o rosto dela aparece sem qualquer motivo, invadindo meus dias...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Este ano faço 10 anos de formado
Estava pensando nisso semana passada: há dez anos me formei. E no começo desta semana encontro um antigo colega de faculdade na rua, e ele diz:
"Kai, vou te capar!"
"Por quê?" (no fundo, eu pensei: 'tudo bem, nao vai fazer a menor diferença.' Mas só pensei.)
"Você sumiu, homem de deus! Fizemos um jantar comemorativo de 10 anos de formatura e ninguém consegue te achar! Você não tem endereço nem telefone na lista dos advogados! (Claro que ninguém me achou; essa é a idéia!) "Mas pega o meu cartão e me manda um mail, porque no fim do ano vamos fazer mais um!"
"Clarto, certeza! Pódexá!"
Aham. Vou num jantar de dez anos de formatura.
"Oi, sou o marco, sou juiz do trabalho, estes são meus dois filhos e essa é a minha esposa."
"Olá, sou a karina, este é o meu marido gostoso, fiz implante de silicone nos seios e essa é a foto da nossa casa no guarujá."
"Oi, sou o pedro. Abri meu próprio escritório e agora como todas as minhas estagiárias."
"Olá, sou a maria. Ganhei uma bolsa de estudos para fazer meu mestrado na Lapônia."
"Dae pessoalzinho, sou o antonio. Agora sou advogado do conselho intergalático de xenobiologia."
"Oi pessoal, a gente era aquela turminha divertida da faculdade. Não trabalhamos com direito; abrimos um barzinho onde ganhamos muito mais dinheiro que vocês e onde pegamos muito mais mulheres."
"Oi, eu sou o Kai. Ganhei vinte quilos e tenho dois casamentos desfeitos. Conquistei uma esclerose múltipla; esta é a foto do meu quarto de hospital. Também me apaixonei perdidamente duas vezes e duas vezes fui machucado; abri meu escritório mas literalmente passei fome com ele. Agora trabalho num escritório ganhando metade do que ganhava no meu primeiro emprego há dez anos atrás."
Alguma coisa me diz que não vou ser a alma da festa. Mas, o pior, é que vou sair de lá me sentndo o último dos homens (o que já não tá difícil de acontecer).
Melhor deixar passar essa década.
"Kai, vou te capar!"
"Por quê?" (no fundo, eu pensei: 'tudo bem, nao vai fazer a menor diferença.' Mas só pensei.)
"Você sumiu, homem de deus! Fizemos um jantar comemorativo de 10 anos de formatura e ninguém consegue te achar! Você não tem endereço nem telefone na lista dos advogados! (Claro que ninguém me achou; essa é a idéia!) "Mas pega o meu cartão e me manda um mail, porque no fim do ano vamos fazer mais um!"
"Clarto, certeza! Pódexá!"
Aham. Vou num jantar de dez anos de formatura.
"Oi, sou o marco, sou juiz do trabalho, estes são meus dois filhos e essa é a minha esposa."
"Olá, sou a karina, este é o meu marido gostoso, fiz implante de silicone nos seios e essa é a foto da nossa casa no guarujá."
"Oi, sou o pedro. Abri meu próprio escritório e agora como todas as minhas estagiárias."
"Olá, sou a maria. Ganhei uma bolsa de estudos para fazer meu mestrado na Lapônia."
"Dae pessoalzinho, sou o antonio. Agora sou advogado do conselho intergalático de xenobiologia."
"Oi pessoal, a gente era aquela turminha divertida da faculdade. Não trabalhamos com direito; abrimos um barzinho onde ganhamos muito mais dinheiro que vocês e onde pegamos muito mais mulheres."
"Oi, eu sou o Kai. Ganhei vinte quilos e tenho dois casamentos desfeitos. Conquistei uma esclerose múltipla; esta é a foto do meu quarto de hospital. Também me apaixonei perdidamente duas vezes e duas vezes fui machucado; abri meu escritório mas literalmente passei fome com ele. Agora trabalho num escritório ganhando metade do que ganhava no meu primeiro emprego há dez anos atrás."
Alguma coisa me diz que não vou ser a alma da festa. Mas, o pior, é que vou sair de lá me sentndo o último dos homens (o que já não tá difícil de acontecer).
Melhor deixar passar essa década.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Uma Estranha Urdidura
Os cortes já se sobrepõem. Consigo enxergar três camadas de cicatrizes, em estágios diferentes. Em vários pontos eles se encontram e ali se forma uma gota de sangue, como um rubi engastado na urdidura. Se alguém quiser ler meu futuro, não é nas mãos que deve procurar linhas; é nos braços que a trama da minha vida se revela. Porque cada fio daqueles tem uma história própria, que é a história dos meus dias. Aos poucos consigo vislumbrar a silhueta da minha alma naquelas linhas; elas traçam os paralelos e meridianos do mapa da minha dor, das minhas esperanças e das minhas frustações.
De um trecho de uma carta para a lux
"Está difícil de trabalhar. Ela percebeu que eu a estou evitando, e ao menos têm colaborado com isso (acabei de lembrar que o último bilhete que eu mandei tinha um pedido: 'me ajude a te tirar da minha vida'). Raramente nos encontramos no corredor, ou na cozinha; ela não vem mais imprimir coisas perto da minha sala. Mas eu percebi que isso é uma coisa estranha: para evitá-la, tenho que pensar nela o tempo todo. Se eu quero ir na cozinha, preciso ver antes se ela não está lá; se vou descer, preciso ver se ela não acabou de sair. Evitá-la me faz pensar nela mais ainda. "Nada mais existe, exceto o que não existe", disse Macbeth. E comigo está sendo assim: o que não existe toma a minha vida toda.
Além disso, você me conhece o suficiente pra saber que qualquer coisa me faz lembrar dela. Se eu ouço uma música sobre marmotas espaciais minha cabeça torta vai dar um jeito de criar uma associação até ela. Sinto falta de falar com ela... não sei até que ponto deixar de falar com ela vai ser melhor, ou pior. Não sei se tento ser só um amigo dela; ao menos seria alguma coisa (embora essa amizade nunca vá ser verdadeira, porque sempre, sempre vai ter uma segunda intenção).
Tenho me cortado todos os dias; nas últimas vezes, os cortes têm sido fundos o suficiente para tirar sangue e manchar a camisa. Depois, eu jogo sal em cima. Dói, dói, dói. Mas é uma dor que eu tô conseguindo controlar; é melhor que o aperto que eu sinto aqui no peito.
Eu tentei parecer que não tô nem aí, que a carol estava vindo, esse tipo de coisa. Só que não consegui; gosto demais dela. Não consigo mais esconder.
Até minha chefe veio perguntar porque eu estava tão triste, e eu contei a história. Claro que não falei que era alguém do escritório (e neguei quando ela perguntou); mas está muito na cara a minha tristeza.
Ela, por outro lado, tá bem. Tem a advogada que trabalha com ela, que sabe mais ou menos do que tá acontecendo, e eu pedi que ela me avisasse se ela precisasse de alguma coisa, qualquer coisa. "Não, ela tá bem", foi o que ela disse. E eu acredito. Isso tudo foi um passatempo para ela. Pelo que entendi da sua história, é comum ela ter homens apaixoados ao seu redor, então eu sou só mais um e isso não a abala.
Tenho me sentido muito sozinho, Lux. A minha 'namorada' voltou ontem de viagem; ela está de férias e foi passar uns dias com a irmã em sao paulo. Depois da briga que tivemos no meu aniversário, praticamente não temos nos falado. Eu mando mensagens para ela todos os dias, mas ela não me responde. Quando eu ligo, a nossa conversa é assim: 'como foi seu dia?' 'tranquilo, e o seu?' 'o meu tambem.' 'então tá bom.' 'então tá, se cuida. beijo.' 'beijo.'
Claro, não vou falar pra ela que estou sofrendo por outra mulher pela qual estou apaixonado; aliás, não sei direito qual minha relação com essa 'namorada'. De qualquer forma, queria que fosse diferente. Queria ser apaixonado por ela, e não pela moça do escritório... mas esse tipo de conversa é a ultima coisa que vai fazer algo assim acontecer né?
Acabei de fazer um teste agora. Ela estava na cozinha, com outras pessoas. Fui até lá conversar com todas elas, normalmente. Tentei ser engraçado e divertido; estava falando do horror que tenho em tirar brincos para minhas irmas. 'já atendi uma pessoa com uma fratura exposta e não tive problemas; mas não me peça pra tirar um brinco.'
'é, meu namorado tem a mesma coisa.' ela disse. Em cheio. Na lata.
Pronto. Taí porque não tem como ficar perto, nem como amigo. Lembrei de uma música que fala assim 'I'd never want to see you unhappy / I thought you'd want the same for me...' Eu teria muito cuidado com o que fosse falar. Mas não é comigo; elas nunca têm cuidado.
Essa mesma música diz assim: 'so you're gone and I'm haunted / I'll bet you are just fine / did I make it that easy to walk / right in and out of my life?' É assim. Eu aqui, me cortando, assombrado, e ela simplesmente ok. Não fui nada.
Fiquei me perguntando como seria se tivesse dado certo. Se ela tivesse aceito... e cheguei à conclusão de que seria bem ruim. Não para mim, mas para ela. O que eu tenho para dar? Umas poucas histórias, carinho, atenção, meu jeito esquisito, minhas idas ao hispital, minhas crises de mau humor, minha insanidade. Meu quarto minúsculo; minha casa cheia de goteiras, meu irmão problemático, meu pai doente para quem sempre falta dinheiro.
O namorado dela a leva pra jogar tênis. Pagou o cursinho dela pra ela passar na prova de advogado. Leva para passar o fim de ano na praia.
Claro que a questão não é só dinheiro - mas também é dinheiro. Além disso, o que eu posso oferecer de mim? Os choques que eu levo cada vez que abaixo a cabeça? As mãos amortecidas, que parecem ter areia embaixo da pele? Os cortes que eu tenho nos braços?
Minha chefe disse 'voce tem tanto a oferecer... é um cara culto, honesto, trabalhador...'
Culto. Honesto. Trabalhador. Nossa, vou ser o rei da mulherada com isso :P
Sempre que alguém quer me animar fala essas coisas. E param por aí - porque é só o que tem. E esse tipo de coisa não importa. Pelo contrário, o que mais escuto é que sou 'esquisito', 'grosseiro', 'fechado', 'mal-educado'. É só isso que eu tenho a oferecer, e daí eu fico até feliz por não ter dado certo.
Na verdade, eu não quero achar ninguém. SÓ QUERIA NÃO SENTIR FALTA. Não queria me apaixonar. Não queria esperar. Não queria ficar triste quando quero dividir alguma coisa legal com alguém e não ter ninguém. Queria aprender, de uma vez por todas, a me servir só, sozinho.
Minha chefe disse que o que me falta é algo que preencha minha vida. 'Para mim, é a minha filha. Mas você não tem nada, aí você usa o afeto pra preencher essa lacuna, e acaba se jogando de cabeça nisso. Você precisa arranjar um hobby, ou algo parecido, que te ocupe, algo que você goste..."
Quase perguntei pra ela como ela conseguiu ter uma filha sem sentir esse tipo de coisa pelo marido. Mas achei melhor ficar quieto. No fundo, eu sei que ela tem razão - quando a neliane me disse que não tinha futuro pra nós e eu estava voltando pra casa, fiquei pensando em algo pra me segurar... e vi que não tinha nada. Religião, amigos aqui, trabalho. Não tenho sonhos. Não tenho projetos de vida. Não tenho laços, não tenho nada que me faça acordar de manhã. Lembro que tinha uma época que você acordava feliz porque tinha o xuxu, que se não fosse você ele ia ser homeless ;). Eu não tenho nenhum sentimento assim.
O pouquinho que me segura são as histórias, em qualquer formato. Livros, filmes, videogames. Tento me envolver numa história, de forma que eu não possa morrer sem saber o final. Uma vez li uma coisa do Neil Gaiman onde ele dava uma outra visão da Sherazade, das mil e uma noites: contar histórias pra manter a morte longe. Eu sou mais ou menos assim... sou formado de histórias. E por 'histórias' incluo as coisas bobas, como saber que a palavra 'alameda' tem esse nome porque originalmente era uma rua ladeada de álamos. Guardo este tipo de coisa aqui dentro, pra manter a morte longe - mesmo que ninguém queira saber.
Anteontem mandei um mail para a Zana, aquela psicóloga amiga de uma amiga, com quem cheguei a me animar mais ou menos na metade do ano passado. Fiz isso porque estou lendo um livro sobre filosofia e crítica literária que era a cara dela. Claro que ela não respondeu - eu não responderia um e-mail estranho de um cara estranho como eu. Mas eu mandei mesmo sabendo que ela não ia responder, porque eu tinha que contar pra alguém. Contar pra neliane? Ela entenderia, mas não posso falar com ela. Contar para minha 'namorada'? Ela diria, como já disse, "só você para gostar de ler esse tipo de coisa".
Viu? É isso que dói. A vontade de repartir, sem ter com quem. E se não posso ter com quem, a solução é terminar com a vontade de repartir.
O budismo fala de Maya, que são as ilusões terrenas. Buda falava de um monge que estava andando no escuro e pisava em alguma coisa que ele achava que era um sapo, e o monge ficou a noite toda se martirizando porque tinha causado a morte de um ser inocente. Mas quando o sol nasce, ele vê que só tinha pisado numa fruta podre; a ilusão causa a dor e o martírio. E, pra mim, é a ilusão de que vai ser diferente. É a ilusão de que vou achar alguém. Quantas vezes eu já falei pra mim mesmo que não era pra fazer isso, mas continuo tentando?
Acho que o que está me doendo tanto é voltar pro vazio. É ter visto, mais uma vez, que podia ser diferente, mas não é. "Kai, já falei que você tem que controlar tua vida, tem que ser feliz pra alguem gostar de você". Eu sei. Saber, eu sei. Só explica isso pro kaizinho que mora aqui dentro e que controla tudo, porque ele não entende.
Esse kaizinho tá dolorido, cansado, triste, amuado. Esse kaizinho tá se sentindo inútil, esquisito e grosseiro. Esse kaizinho tá machucado de novo, uma ferida em cima da outra, de um jeito que eu nunca pensei que fosse possível suportar.
Por que eu sempre faço esses melodramas na minha vida? Por que eu não consigo me contentar com alguém que apenas goste de mim, embora eu não ame; não consigo me contentar em ser alguém mais ou menos, numa casinha mais ou menos, formando uma família mais ou menos? "Não queres jogar sujo, e mesmo assim desejas vencer de modo indevido"."
Além disso, você me conhece o suficiente pra saber que qualquer coisa me faz lembrar dela. Se eu ouço uma música sobre marmotas espaciais minha cabeça torta vai dar um jeito de criar uma associação até ela. Sinto falta de falar com ela... não sei até que ponto deixar de falar com ela vai ser melhor, ou pior. Não sei se tento ser só um amigo dela; ao menos seria alguma coisa (embora essa amizade nunca vá ser verdadeira, porque sempre, sempre vai ter uma segunda intenção).
Tenho me cortado todos os dias; nas últimas vezes, os cortes têm sido fundos o suficiente para tirar sangue e manchar a camisa. Depois, eu jogo sal em cima. Dói, dói, dói. Mas é uma dor que eu tô conseguindo controlar; é melhor que o aperto que eu sinto aqui no peito.
Eu tentei parecer que não tô nem aí, que a carol estava vindo, esse tipo de coisa. Só que não consegui; gosto demais dela. Não consigo mais esconder.
Até minha chefe veio perguntar porque eu estava tão triste, e eu contei a história. Claro que não falei que era alguém do escritório (e neguei quando ela perguntou); mas está muito na cara a minha tristeza.
Ela, por outro lado, tá bem. Tem a advogada que trabalha com ela, que sabe mais ou menos do que tá acontecendo, e eu pedi que ela me avisasse se ela precisasse de alguma coisa, qualquer coisa. "Não, ela tá bem", foi o que ela disse. E eu acredito. Isso tudo foi um passatempo para ela. Pelo que entendi da sua história, é comum ela ter homens apaixoados ao seu redor, então eu sou só mais um e isso não a abala.
Tenho me sentido muito sozinho, Lux. A minha 'namorada' voltou ontem de viagem; ela está de férias e foi passar uns dias com a irmã em sao paulo. Depois da briga que tivemos no meu aniversário, praticamente não temos nos falado. Eu mando mensagens para ela todos os dias, mas ela não me responde. Quando eu ligo, a nossa conversa é assim: 'como foi seu dia?' 'tranquilo, e o seu?' 'o meu tambem.' 'então tá bom.' 'então tá, se cuida. beijo.' 'beijo.'
Claro, não vou falar pra ela que estou sofrendo por outra mulher pela qual estou apaixonado; aliás, não sei direito qual minha relação com essa 'namorada'. De qualquer forma, queria que fosse diferente. Queria ser apaixonado por ela, e não pela moça do escritório... mas esse tipo de conversa é a ultima coisa que vai fazer algo assim acontecer né?
Acabei de fazer um teste agora. Ela estava na cozinha, com outras pessoas. Fui até lá conversar com todas elas, normalmente. Tentei ser engraçado e divertido; estava falando do horror que tenho em tirar brincos para minhas irmas. 'já atendi uma pessoa com uma fratura exposta e não tive problemas; mas não me peça pra tirar um brinco.'
'é, meu namorado tem a mesma coisa.' ela disse. Em cheio. Na lata.
Pronto. Taí porque não tem como ficar perto, nem como amigo. Lembrei de uma música que fala assim 'I'd never want to see you unhappy / I thought you'd want the same for me...' Eu teria muito cuidado com o que fosse falar. Mas não é comigo; elas nunca têm cuidado.
Essa mesma música diz assim: 'so you're gone and I'm haunted / I'll bet you are just fine / did I make it that easy to walk / right in and out of my life?' É assim. Eu aqui, me cortando, assombrado, e ela simplesmente ok. Não fui nada.
Fiquei me perguntando como seria se tivesse dado certo. Se ela tivesse aceito... e cheguei à conclusão de que seria bem ruim. Não para mim, mas para ela. O que eu tenho para dar? Umas poucas histórias, carinho, atenção, meu jeito esquisito, minhas idas ao hispital, minhas crises de mau humor, minha insanidade. Meu quarto minúsculo; minha casa cheia de goteiras, meu irmão problemático, meu pai doente para quem sempre falta dinheiro.
O namorado dela a leva pra jogar tênis. Pagou o cursinho dela pra ela passar na prova de advogado. Leva para passar o fim de ano na praia.
Claro que a questão não é só dinheiro - mas também é dinheiro. Além disso, o que eu posso oferecer de mim? Os choques que eu levo cada vez que abaixo a cabeça? As mãos amortecidas, que parecem ter areia embaixo da pele? Os cortes que eu tenho nos braços?
Minha chefe disse 'voce tem tanto a oferecer... é um cara culto, honesto, trabalhador...'
Culto. Honesto. Trabalhador. Nossa, vou ser o rei da mulherada com isso :P
Sempre que alguém quer me animar fala essas coisas. E param por aí - porque é só o que tem. E esse tipo de coisa não importa. Pelo contrário, o que mais escuto é que sou 'esquisito', 'grosseiro', 'fechado', 'mal-educado'. É só isso que eu tenho a oferecer, e daí eu fico até feliz por não ter dado certo.
Na verdade, eu não quero achar ninguém. SÓ QUERIA NÃO SENTIR FALTA. Não queria me apaixonar. Não queria esperar. Não queria ficar triste quando quero dividir alguma coisa legal com alguém e não ter ninguém. Queria aprender, de uma vez por todas, a me servir só, sozinho.
Minha chefe disse que o que me falta é algo que preencha minha vida. 'Para mim, é a minha filha. Mas você não tem nada, aí você usa o afeto pra preencher essa lacuna, e acaba se jogando de cabeça nisso. Você precisa arranjar um hobby, ou algo parecido, que te ocupe, algo que você goste..."
Quase perguntei pra ela como ela conseguiu ter uma filha sem sentir esse tipo de coisa pelo marido. Mas achei melhor ficar quieto. No fundo, eu sei que ela tem razão - quando a neliane me disse que não tinha futuro pra nós e eu estava voltando pra casa, fiquei pensando em algo pra me segurar... e vi que não tinha nada. Religião, amigos aqui, trabalho. Não tenho sonhos. Não tenho projetos de vida. Não tenho laços, não tenho nada que me faça acordar de manhã. Lembro que tinha uma época que você acordava feliz porque tinha o xuxu, que se não fosse você ele ia ser homeless ;). Eu não tenho nenhum sentimento assim.
O pouquinho que me segura são as histórias, em qualquer formato. Livros, filmes, videogames. Tento me envolver numa história, de forma que eu não possa morrer sem saber o final. Uma vez li uma coisa do Neil Gaiman onde ele dava uma outra visão da Sherazade, das mil e uma noites: contar histórias pra manter a morte longe. Eu sou mais ou menos assim... sou formado de histórias. E por 'histórias' incluo as coisas bobas, como saber que a palavra 'alameda' tem esse nome porque originalmente era uma rua ladeada de álamos. Guardo este tipo de coisa aqui dentro, pra manter a morte longe - mesmo que ninguém queira saber.
Anteontem mandei um mail para a Zana, aquela psicóloga amiga de uma amiga, com quem cheguei a me animar mais ou menos na metade do ano passado. Fiz isso porque estou lendo um livro sobre filosofia e crítica literária que era a cara dela. Claro que ela não respondeu - eu não responderia um e-mail estranho de um cara estranho como eu. Mas eu mandei mesmo sabendo que ela não ia responder, porque eu tinha que contar pra alguém. Contar pra neliane? Ela entenderia, mas não posso falar com ela. Contar para minha 'namorada'? Ela diria, como já disse, "só você para gostar de ler esse tipo de coisa".
Viu? É isso que dói. A vontade de repartir, sem ter com quem. E se não posso ter com quem, a solução é terminar com a vontade de repartir.
O budismo fala de Maya, que são as ilusões terrenas. Buda falava de um monge que estava andando no escuro e pisava em alguma coisa que ele achava que era um sapo, e o monge ficou a noite toda se martirizando porque tinha causado a morte de um ser inocente. Mas quando o sol nasce, ele vê que só tinha pisado numa fruta podre; a ilusão causa a dor e o martírio. E, pra mim, é a ilusão de que vai ser diferente. É a ilusão de que vou achar alguém. Quantas vezes eu já falei pra mim mesmo que não era pra fazer isso, mas continuo tentando?
Acho que o que está me doendo tanto é voltar pro vazio. É ter visto, mais uma vez, que podia ser diferente, mas não é. "Kai, já falei que você tem que controlar tua vida, tem que ser feliz pra alguem gostar de você". Eu sei. Saber, eu sei. Só explica isso pro kaizinho que mora aqui dentro e que controla tudo, porque ele não entende.
Esse kaizinho tá dolorido, cansado, triste, amuado. Esse kaizinho tá se sentindo inútil, esquisito e grosseiro. Esse kaizinho tá machucado de novo, uma ferida em cima da outra, de um jeito que eu nunca pensei que fosse possível suportar.
Por que eu sempre faço esses melodramas na minha vida? Por que eu não consigo me contentar com alguém que apenas goste de mim, embora eu não ame; não consigo me contentar em ser alguém mais ou menos, numa casinha mais ou menos, formando uma família mais ou menos? "Não queres jogar sujo, e mesmo assim desejas vencer de modo indevido"."
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Continuo me Cortando
Continuo me cortando. Semana passada eu tinha parado, mais porque lembrei que ia ao médico e ele ia perceber, aí ia achar que era por causa dos remédios ou algo assim. Mas consegui esconder dele - mesmo ele arregaçando minhas mangas pra tirar minha pressão... minha capacidade de dissimulação é algo espantoso.
Eu estava conseguindo me segurar. Mas antes de ontem eu a encontrei no corredor, por acaso. Olhei para o chão, mas mesmo assim percebi que ela estava linda.
Não aguentei. Ontem me cortei de novo, e hoje também - nos dois dias, ao ponto de manchar a camisa social que estava usando. Depois, como sempre, eu passo álcool em gel que tem na minha sala - pra não infeccionar, mas mais pra arder mesmo.
E ontem, na hora do almoço, quando percebi estava jogando SAL em cima. SAL! Veja bem, eu me corto, passo álcool e sal, tudo pra sentir doer!
Eu estava conseguindo me segurar. Mas antes de ontem eu a encontrei no corredor, por acaso. Olhei para o chão, mas mesmo assim percebi que ela estava linda.
Não aguentei. Ontem me cortei de novo, e hoje também - nos dois dias, ao ponto de manchar a camisa social que estava usando. Depois, como sempre, eu passo álcool em gel que tem na minha sala - pra não infeccionar, mas mais pra arder mesmo.
E ontem, na hora do almoço, quando percebi estava jogando SAL em cima. SAL! Veja bem, eu me corto, passo álcool e sal, tudo pra sentir doer!
Minha Chefe Me Chamou Para Conversar
Depois de falarmos sobre os processos que eu tinha para resolver, a minha chefe disse:
"Kai, o que acontece? Nunca te vi tão triste, e olha que eu já te vi 'marchando' várias vezes por esse escritório."
Então eu contei que era porque eu tinha me apaixonado e tinha perdido.
"Eu conheço? É alguém daqui do escritório?"
"Não, não é não." Inventei umas meias verdades, acho que a convenci. Mas no resto, não falei meias verdades. Contei tudo o que estava sentindo (só escondi meus braços cortados). Ela foi muito legal comigo, me ouviu, me consolou.
Mas quando saí da sala dela, tive que rir - a sala da moça fica na porta ao lado...
"Kai, o que acontece? Nunca te vi tão triste, e olha que eu já te vi 'marchando' várias vezes por esse escritório."
Então eu contei que era porque eu tinha me apaixonado e tinha perdido.
"Eu conheço? É alguém daqui do escritório?"
"Não, não é não." Inventei umas meias verdades, acho que a convenci. Mas no resto, não falei meias verdades. Contei tudo o que estava sentindo (só escondi meus braços cortados). Ela foi muito legal comigo, me ouviu, me consolou.
Mas quando saí da sala dela, tive que rir - a sala da moça fica na porta ao lado...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A Sra. D sonhou comigo. E acertou de novo.
"Oi Kai, liguei porque sonhei com você na 6a. Sonhei que você veio se despedir, que você ia pedir a conta do teu escritório por causa de uma garota."
O que eu posso responder? Só pude responder "você está certa, só está um pouco atrasada".
Esse tipo de ligação que a a gente tem ainda me impressiona...
O que eu posso responder? Só pude responder "você está certa, só está um pouco atrasada".
Esse tipo de ligação que a a gente tem ainda me impressiona...
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