Acho que em breve conseguirei arrumar as coisas no escritorio. Ainda falta muito por fazer, mas ao menos estou me sentindo muito animado pra tentar - meio "agora ou nunca".
...e tem outra coisa. Tem uma advogada, ou melhor, estagiária quase advogada, com quem me descobri falando mais que o normal. É o jogo, que volta a ser jogado. Coisas do tipo: troquei a foto do meu skype e coloquei aquela que uso no msn, onde tenho cara de bravo e é a foto de que mais gosto (que tirei quando falava com a carol pela primeira vez). Ela diz "hmmm, vc tá muito bem nessa foto" "só na foto?" "é, hm, não foi o que eu quis dizer, voce entendeu".
Acho que entendi. Ou não. Ela namora, mas parece que as coisas não estão bem. Sei lá, não estou procurando isso, na verdade. Só que percebi que estou jogando, e jogando pesado - por outro lado, ela tem sido alguém que tem me escutado, e isso é bom. Do mesmo modo, não sinto aquele ciumes sem razão que senti pela outra advogada. Tudo isso é muito confuso.
E hoje fizeram entrevista de emprego para outra advogada, para ficar na minha equipe; selecionaram uma advogada que trabalhou com a menina - com a minha 'namorada'. Claro que não falei nada pra nenhuma delas, mas será que ela vai saber que eu sou eu? Para todos os efeitos, lá no escritório, não tenho ninguém pelo menos desde que entrei lá; por outro lado, nunca terminei "oficialmente", e trocamos e-mails cordiais toda semana. Acho que seria algo desagradável se eu tivesse algo com alguem, essa moça que entrou agora soubesse e contasse para a menina.
Cara, isso tudo é muito complicado.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Meu último fora
Acho que foi na 4a ou na 5a, estava voltando para casa às onze horas da noite. Aí lembrei que era bem o horário que a kas*sy também volta para casa. Aí mandei uma msg para o celular dela:
"Agora sei como vc se sente trabalhando até essa hora! etc etc"
Ela respondeu: "nossa, vc estava trabalhando ate agora tb, etc etc. O pior é voltar para casa e ainda ter que brincar com a minha gata, que não me larga rs"
E o Kai aqui, que vive de palavras, mandou uma mensagem que ele achava que era fabulosa (e ainda acha):
"Eu entendo sua gata.... você faz falta quando está longe".
Claro, óbvio, evidente, que ela não respondeu. E isso termina com a história da kas*sy, para sempre.
Ao menos, ainda acho que a minha resposta foi legal.... o que não importa, pq o resultado sempre é o mesmo.
"Agora sei como vc se sente trabalhando até essa hora! etc etc"
Ela respondeu: "nossa, vc estava trabalhando ate agora tb, etc etc. O pior é voltar para casa e ainda ter que brincar com a minha gata, que não me larga rs"
E o Kai aqui, que vive de palavras, mandou uma mensagem que ele achava que era fabulosa (e ainda acha):
"Eu entendo sua gata.... você faz falta quando está longe".
Claro, óbvio, evidente, que ela não respondeu. E isso termina com a história da kas*sy, para sempre.
Ao menos, ainda acho que a minha resposta foi legal.... o que não importa, pq o resultado sempre é o mesmo.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Fim da Auditoria
Terminou a auditoria. Ganhamos um conceito de satisfatório, que é o melhor dos 3. De qualquer forma, trabalhei como um condenado, mas valeu a pena.
Por outro lado, disse aos outros que nosso resultado foi ruim. É que tem MUITA coisa que precisa ser mudada e penso que a hora é agora.
Foi uma semana muito, muito estressante. Por outro lado, mudei bastante. Percebi algumas coisas interessantes - estou me sentindo muito como quando eu estava com a Viviani. Acho que é um tipo de orgulho que se autoalimenta. Mesmo minha chefe disse que percebeu que eu mudei.
Sabe, cheguei à conclusão de que, se não importa o quanto eu faça ninguem me ama, não preciso mais tentar. Posso ser temido e isso pelo menos melhora minha imagem no escritorio.
Bem, se eu fico sozinho de qualquer jeito, ao menos que seja assim.
Por outro lado, disse aos outros que nosso resultado foi ruim. É que tem MUITA coisa que precisa ser mudada e penso que a hora é agora.
Foi uma semana muito, muito estressante. Por outro lado, mudei bastante. Percebi algumas coisas interessantes - estou me sentindo muito como quando eu estava com a Viviani. Acho que é um tipo de orgulho que se autoalimenta. Mesmo minha chefe disse que percebeu que eu mudei.
Sabe, cheguei à conclusão de que, se não importa o quanto eu faça ninguem me ama, não preciso mais tentar. Posso ser temido e isso pelo menos melhora minha imagem no escritorio.
Bem, se eu fico sozinho de qualquer jeito, ao menos que seja assim.
domingo, 16 de agosto de 2009
Auditoria e ciúmes
Na quinta-feira avisaram que vai ter auditoria do cliente do escritório, a partir de segunda. De lá para cá, tenho trabalhado 14hs por dia, junto com boa parte do escritório.
Estou com medo, porque dependendo do resultado, podemos perder o cliente - e, claro, eu perco o emprego e meu nome fica sujo pelo resto da minha vida profissional.
Mas, junto com tudo isso, também um monte de sentimentos juntos. Medo da auditoria, com a solidão de não ter quem entenda o que estou passando, com a vontade de ter alguém com quem partilhar isso...
Eu já me sentia assim antes - agora, piorou tudo. Sabe, enquanto estávamos trabalhando, o celular de todo mundo tocava perguntando quando iam pra casa, se iam demorar... enquanto eu podia passar a noite lá e não ia fazer falta. E hoje, quando estava voltando para casa, passei por uma puta (tem várias na região onde trabalho), e parou um "cliente" e começaram a conversar.
E quando percebi, eu tava com ciúmes. Ciúmes da puta do outro lado da rua. Ciúmes porque era com o carro da caminhonete importada que ela ia sair, e não comigo. Estou surpreso comigo mesmo, ao mesmo tempo em que isso me deixa muito triste - é uma medida de como eu estou aqui por dentro, a falta que tenho de ter alguém, o caráter possessivo que eu tenho aqui.
Tá, e se sou assim com uma puta que nem conheço, imagine como me sinto com as pessoas do meu trabalho, especialmente aquela advogada por quem já tive uma crise de ciúmes - especialmente quando ela parece ter arranjado alguém.
Faz anos que não tenho nada que eu leve a sério com ninguém; há vários anos que não abro minha vida de verdade pra alguém; uns 5 anos ou mais.
E eu tenho tentado. Caramba, como tenho! É só ler os outros posts pra saber como eu tento, mesmo que seja daquela forma meio estranha que eu sou. Mas é o que eu sei fazer, é como eu sou.
Mas no fim do dia eu sempre estou sozinho, não importa o quanto eu tente, faça, fale, leia, escreva, telefone, ria, chore, ajude, lembre. Nada do que eu faço faz diferença.
Há pouco tempo atrás, a secretária (não, dessa eu não dei em cima não) escreveu sobre mim na frase do skype algo que me define à perfeição, há muito tempo:
You pretend to be cool, but you are only lonely.
Estou com medo, porque dependendo do resultado, podemos perder o cliente - e, claro, eu perco o emprego e meu nome fica sujo pelo resto da minha vida profissional.
Mas, junto com tudo isso, também um monte de sentimentos juntos. Medo da auditoria, com a solidão de não ter quem entenda o que estou passando, com a vontade de ter alguém com quem partilhar isso...
Eu já me sentia assim antes - agora, piorou tudo. Sabe, enquanto estávamos trabalhando, o celular de todo mundo tocava perguntando quando iam pra casa, se iam demorar... enquanto eu podia passar a noite lá e não ia fazer falta. E hoje, quando estava voltando para casa, passei por uma puta (tem várias na região onde trabalho), e parou um "cliente" e começaram a conversar.
E quando percebi, eu tava com ciúmes. Ciúmes da puta do outro lado da rua. Ciúmes porque era com o carro da caminhonete importada que ela ia sair, e não comigo. Estou surpreso comigo mesmo, ao mesmo tempo em que isso me deixa muito triste - é uma medida de como eu estou aqui por dentro, a falta que tenho de ter alguém, o caráter possessivo que eu tenho aqui.
Tá, e se sou assim com uma puta que nem conheço, imagine como me sinto com as pessoas do meu trabalho, especialmente aquela advogada por quem já tive uma crise de ciúmes - especialmente quando ela parece ter arranjado alguém.
Faz anos que não tenho nada que eu leve a sério com ninguém; há vários anos que não abro minha vida de verdade pra alguém; uns 5 anos ou mais.
E eu tenho tentado. Caramba, como tenho! É só ler os outros posts pra saber como eu tento, mesmo que seja daquela forma meio estranha que eu sou. Mas é o que eu sei fazer, é como eu sou.
Mas no fim do dia eu sempre estou sozinho, não importa o quanto eu tente, faça, fale, leia, escreva, telefone, ria, chore, ajude, lembre. Nada do que eu faço faz diferença.
Há pouco tempo atrás, a secretária (não, dessa eu não dei em cima não) escreveu sobre mim na frase do skype algo que me define à perfeição, há muito tempo:
You pretend to be cool, but you are only lonely.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
E meu irmão voltou a se chapar
Domingo, tres da manha, meu irmão me liga para ir buscá-lo na rua porque ele não conseguia ir sozinho pra casa.
totalmente chapado, e não era de bebida.
Acho que ele ficou uns dois meses sem usar nada. E quando dava tudo errado, eu pensava "ao menos meu irmão não tá aprontando".
Bem, acabou. Tudo vai ser igual, e eu to com medo.
Já nao sabemos o que fazer. Cada pessoa fala uma coisa... já tentamos de tudo que você possa imaginar, e nada dá certo.
Eu to cansado disso. To cansado de tudo. Cansado de me sentir abandonado, de trabalhar igual um cachorro e mesmo assim não fazer tudo que precisa, cansado de não conseguir passar um fim de semana sem me preocupar, cansado de ter que trancar a porta de medo que meu irmão me ataque durante a noite, cansado de não ter com quem conversar, cansado, cansado, cansado...
totalmente chapado, e não era de bebida.
Acho que ele ficou uns dois meses sem usar nada. E quando dava tudo errado, eu pensava "ao menos meu irmão não tá aprontando".
Bem, acabou. Tudo vai ser igual, e eu to com medo.
Já nao sabemos o que fazer. Cada pessoa fala uma coisa... já tentamos de tudo que você possa imaginar, e nada dá certo.
Eu to cansado disso. To cansado de tudo. Cansado de me sentir abandonado, de trabalhar igual um cachorro e mesmo assim não fazer tudo que precisa, cansado de não conseguir passar um fim de semana sem me preocupar, cansado de ter que trancar a porta de medo que meu irmão me ataque durante a noite, cansado de não ter com quem conversar, cansado, cansado, cansado...
domingo, 9 de agosto de 2009
Sol de Maio, Sol de Agosto
O sol de maio me deixa doente, rouba minhas forças como se eu fosse o sol e ele fosse uma planta insaciável, drenando minha energia, um girassol de dor e de tristeza.
Mas eu tinha esquecido o sol de agosto, que agora brilha. Ao contrário do sol de maio, que sempre vem, às vezes em abril, às vezes em junho, o sol de agosto parece com um cometa, que entra na órbita da minha vida de tempos em tempos.
E quando chega, não traz em seus raios a dor difusa do sol de maio; seu calor não é o calor frio do sol de maio, sua tristeza não é ancestral como a do sol de maio.
A tristeza do sol de agosto é recente e remonta à minha viagem para a cidade da Carol. O sol de agosto que hoje bate na minha janela é o mesmo que iluminava os montes de Minas, onde fica sua casa. O mesmo sol sob o qual eu admirava seu rosto, o mesmo calor que havia depois que fizemos amor pela primeira vez, o mesmo ar que nos envolvia quando cheguei naquela cidade após dois dias de viagem.
O sol de agosto é mais insidioso e cruel que o sol de maio, porque o sol de maio é ancestral e me faz chorar por algo que talvez jamais eu tenha sido, ao passo que o sol de agosto me faz relembrar o que tive e perdi. E, se minha vida é um inventário de perdas, o sol de agosto é a lanterna pela qual enxergo as ruínas do que outrora foi a cidade da minha felicidade.
Que venham as chuvas, os trovões. Que os ventos arranquem as raízes da minha dor e as carreguem para o mar, onde eu possa me afogar. Que o céu desabe em gotas grossas, gotas que eu posso fantasiar serem as minhas lágrimas, pois lágrimas já nem consigo mais verter...
Mas eu tinha esquecido o sol de agosto, que agora brilha. Ao contrário do sol de maio, que sempre vem, às vezes em abril, às vezes em junho, o sol de agosto parece com um cometa, que entra na órbita da minha vida de tempos em tempos.
E quando chega, não traz em seus raios a dor difusa do sol de maio; seu calor não é o calor frio do sol de maio, sua tristeza não é ancestral como a do sol de maio.
A tristeza do sol de agosto é recente e remonta à minha viagem para a cidade da Carol. O sol de agosto que hoje bate na minha janela é o mesmo que iluminava os montes de Minas, onde fica sua casa. O mesmo sol sob o qual eu admirava seu rosto, o mesmo calor que havia depois que fizemos amor pela primeira vez, o mesmo ar que nos envolvia quando cheguei naquela cidade após dois dias de viagem.
O sol de agosto é mais insidioso e cruel que o sol de maio, porque o sol de maio é ancestral e me faz chorar por algo que talvez jamais eu tenha sido, ao passo que o sol de agosto me faz relembrar o que tive e perdi. E, se minha vida é um inventário de perdas, o sol de agosto é a lanterna pela qual enxergo as ruínas do que outrora foi a cidade da minha felicidade.
Que venham as chuvas, os trovões. Que os ventos arranquem as raízes da minha dor e as carreguem para o mar, onde eu possa me afogar. Que o céu desabe em gotas grossas, gotas que eu posso fantasiar serem as minhas lágrimas, pois lágrimas já nem consigo mais verter...
sábado, 8 de agosto de 2009
20 vezes rejeitado
Depois de mais uma tentativa frustrada, estava contabilizando os nãos que levei: foram mais de vinte, nos últimos anos.
O problema aparece quando convertemos para percentagem: 100% das tentativas, algumas beeem recentes.
Ontem saí para almoçar com o pessoal do escritório e elas (eram todas mulheres) estavam falando de um advogado que faz audiências para nós. Por duas vezes, o viram andando com um "caso" - presumivelmente uma mulher com quem ele se encontra só para fazer sexo.
E todas criticavam o fato da dita mulher ser "feia". Elas todas, magras, bonitas, algumas realmente lindas - todas podiam facilmente ganhar a vida trabalhando num puteiro de luxo, e falando as piores coisas porque a mulher era "feia", quase como se fosse uma criminosa - e ele tambem recebeu a cota de criticas "por fazer esse tipo de coisa".
Ah, cara. Juntando as duas coisas e o que eu vejo no espelho, a resposta é óbvia - do mesmo jeito que é óbvio que as coisas vão continuar iguais por muito, muito tempo (ou, ainda, vão piorar à medida em que eu for envelhecendo).
Por exemplo: tem uma moça que trabalha lá, que não é advogada, e que, nas palavras da chefe, "dá em cima de todos os homens: deu em cima do fulano, do siclano, do beltrano... só não deve ter dado em cima de você, Kai". Claro que não deu em cima de mim. E ela falou aquilo de um jeito tão natural, como se fosse óbvio que ela não daria em cima de mim, como se fazer esse tipo de coisas fosse coisa de gente maluca.
Tá, claro que tem cara que não é lindo e mesmo assim não tá sozinho. Mas alie meu tipo físico ao meu tipo excêntrico, ao meu jeito estranho de ser, ao tipo de coisa que falo e penso, e você entende porque estou há 18 meses sem fazer amor com ninguém.
Na verdade, nem era bem isso que eu queria falar no post, mas foi o que saiu. Tenho me sentindo abandonado demais, esses tempos.
O problema aparece quando convertemos para percentagem: 100% das tentativas, algumas beeem recentes.
Ontem saí para almoçar com o pessoal do escritório e elas (eram todas mulheres) estavam falando de um advogado que faz audiências para nós. Por duas vezes, o viram andando com um "caso" - presumivelmente uma mulher com quem ele se encontra só para fazer sexo.
E todas criticavam o fato da dita mulher ser "feia". Elas todas, magras, bonitas, algumas realmente lindas - todas podiam facilmente ganhar a vida trabalhando num puteiro de luxo, e falando as piores coisas porque a mulher era "feia", quase como se fosse uma criminosa - e ele tambem recebeu a cota de criticas "por fazer esse tipo de coisa".
Ah, cara. Juntando as duas coisas e o que eu vejo no espelho, a resposta é óbvia - do mesmo jeito que é óbvio que as coisas vão continuar iguais por muito, muito tempo (ou, ainda, vão piorar à medida em que eu for envelhecendo).
Por exemplo: tem uma moça que trabalha lá, que não é advogada, e que, nas palavras da chefe, "dá em cima de todos os homens: deu em cima do fulano, do siclano, do beltrano... só não deve ter dado em cima de você, Kai". Claro que não deu em cima de mim. E ela falou aquilo de um jeito tão natural, como se fosse óbvio que ela não daria em cima de mim, como se fazer esse tipo de coisas fosse coisa de gente maluca.
Tá, claro que tem cara que não é lindo e mesmo assim não tá sozinho. Mas alie meu tipo físico ao meu tipo excêntrico, ao meu jeito estranho de ser, ao tipo de coisa que falo e penso, e você entende porque estou há 18 meses sem fazer amor com ninguém.
Na verdade, nem era bem isso que eu queria falar no post, mas foi o que saiu. Tenho me sentindo abandonado demais, esses tempos.
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