terça-feira, 9 de junho de 2009

O que não agüento

Como já disse o Millôr, "o que eu não agüento mais é essa esperança".

Se eu pudesse ficar quieto no meu canto, sabendo que é assim que as coisas são e é assim que vão terminar, até que seria fácil suportar; eu já estou pegando o jeito da coisa. Aprendi a me divertir e a me suportar sozinho.

Só que aí aparece uma situação que me faz pensar que eu tenho direito a mais, que posso ter achado alguém que vai compartilhar isso comigo... e vem a esperança, que depois vira decepção e faz esse estrago todo.

domingo, 7 de junho de 2009

Tio Chato

Na quinta-feira, ainda era um dia em que eu estava irritantemente feliz.

Eu corrigi uma petição de uma das advogadas e ela disse que tinha ficado bem melhor. "Também, faz 200 anos que você faz petições", ela disse.

"Obrigado por me chamar de velho", eu respondi brincando. Todos rimos.

Depois, contei a historia para a sócia do escritorio, que também riu. Então, ela contou que quando eu fiquei fora por causa da minha doença, uma outra advogada disse que eu fazia falta. "Sabe aqueles tios velhos e chatos que a gente acaba se acostumando e sente falta quando não tá por perto?"

Aquilo me machucou mais do que eu quero admitir. Nunca me vi desse jeito; não achava que me viam desse jeito.

Queria ser alguém de quem nas pessoas gostassem sem ter que fazer esforço. Queria ser um primo legal, não um tio chato. Acho que isso explica porque eu acabo sozinho no fim das contas.

Por causa disso, junto com o insucesso das coisas com a menina da festa, na sexta eu fiquei quieto o dia todo. Passei o dia com fones de ouvido, sem dizer uma palavra. É esse tipo de coisa que faz eu ter fama de bipolar no escritorio.

"Dr., porque você tá chateado? Aconteceu alguma coisa?", perguntam.
Eu só não respondo.

E as engrenagens do tempo voltam a girar nos mesmos dentes.

Sonho

Eu estava em um castelo, junto com mais dois amigos (que não sei quem eram). Usávamos mantos verde-escuros com borlas e estrelas prateadas, como se fôssemos de um mesmo grupo.

Tinha havido uma mudança no controle do castelo: um grupo de homens vestidos de negro controlava as ruas e as pessoas. E eu e meu grupo éramos como uma resistência, esperando o momento certo para atacar; o plano era sair como se não soubéssemos o que tinha acontecido e atacar de surpresa.

Saí como se fosse pegar lenha, para atacar em seguida. Mas, quando eu saí, percebi que os homens de negro já tinham conquistado tudo; não havia a menor chance de vencermos. Voltei e contei aos meus amigos.

Eu tinha perdido o momento.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Falando sozinho

Aos poucos, a empolgação vai arrefecendo. Não há qualquer motivo em especial para isso; mas a verdade é que eu estou apaixonado mais por uma idéia que nasceu toda da minha cabeça, e não há grandes estímulos pra isso no mundo de verdade. Não fui recusado nem nada; mas também não foi aceito.

Aos poucos, vou percebendo a inadequação das coisas que eu faço. Estou tentando colher coisas boas disso tudo e fazer apenas coisas que vão dar frutos depois; nada muito particular, nada muito ligado a essa idéia, mais coisas gerais.

"Porra Kai, faz uma semana! Dá um tempo!" Eu sei. Eu tô falando o que tô sentindo; pode ser que daqui a pouco aconteça alguma coisa... só que agora, hoje, sinto que aos poucos vai esfriando.

Bem, a viagem foi agradável, mesmo que eu tenha falado sozinho o tempo todo. Ao menos me distraí.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Respondeu

Uma resposta meio neutra, mas com abertura para continuar a conversa.

Já respondi; acho que dá pra inventar alguma coisa com outras pessoas onde ela apareceria também.

Vou ver isso amanhã mesmo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nada ainda.

Ela não respondeu. Mas ainda é um tempo razoável - faz apenas um dia que mandei a mensagem pelo orkut.

E fuçando pelo orkut dela, vi que ela colocou na net e tem entre os favoritos o único video que ja postei em um blog meu, lá em 2005 (e que tinha colocado no meu orkut tb, mas tirei pra não parecer que era cópia): o Dancem, Macacos, Dancem.

Acho que posso conversar de igual pra igual com ela, e é isso que me anima.

Comprei sapatos e camisas novas, um perfume, cortei o cabelo de um jeito diferente. Tenho tentado aproveitar a viagem até aqui, porque sei que o destino é incerto.

* UPDATE: fuçando mais um pouco, vi que ela também é de capricórnio...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Foi

Mandei um scrap pra ela :$

Carai. Parece que tenho 17 anos de novo.

Será que vou me quebrar feio dessa vez? Não sei porque, mas alguma coisa me diz que pode ter uma luz depois da curva... tomara que não seja um trem em sentido contrário.