Sei que faz tempo que não escrevo. Estou usando minha hora do almoço e escrevendo de uma lan house; estou sem computador em casa.
As coisas não andam nada bem. É coisa demais para contar.... tenho trabalhado demais, dez ou doze horas por dia. faz um mês que preciso desmarcar minha psicóloga no ultimo minuto porque preciso ficar trabalhando, ou resolvendo coisas em casa. Não estou bem.
Bem, a garota de salvador está morando na minha casa, num quarto que era da minha irma. As coisas não estão muito bem com ela também; repenso muitas vezes a decisão que tomei, embora isso agora seja inútil. Ao menos ela conseguiu um emprego semana passada - agora, está viajando a trabalho por trinta dias, desde ontem. Este período tem sido tristemente feliz... eu não deveria estar feliz por ela estar longe, não?
Eu tenho me sentido sufocado. É como o casamento com a Sra. D, mas sem as partes boas (!). O sexo é cada vez mais forçado, e eu me escudo nos remedios que tomo para justificar o fato de desistir no meio na maioria das vezes.
Veja, eu gosto dela quando ela é como me pareceu no começo - o que é 1% das vezes.
As coisas em casa tambem estão péssimas. Estou brigado com duas das minhas tres irmãs, incluindo a que mora comigo. Não troco nenhuma palavra com elas há mais ou menos um mês.
no trabalho, desastre total. Estou tendo que fazer o trabalho de duas pessoas - resultado, mal consigo fazer o trabalho de meio. hoje minha chefe quase surtou quando percebeu um monte de coisas que deixei passar. Ela só não pegou mais pesado porque percebeu que não foi ma vontade nem nada... mas, juro, se ela tivesse falado eu tinha entregue o chapeu e ido procurar outra coisa pra fazer.
Nestes ultimos tempos (isto é, desde janeiro) não cnsegui ler nenhum livro inteiro; não terminei nenhum jogo de videogame; assisti a dois filmes; fiquei sozinho uns 15 minutos por semana. Ouvi que não sei trabalhar direito, não sei delegar, não sei orientar equipes, não sei dizer 'eu te amo' direito, não sirvo pra fazer sexo, não sei ser homem de verdade, que 15 anos da minha vida não serviram para nada, que não sei arrumar minhas coisas, que sou culpado por coisas que aconteceram antes de eu saber delas, que não sou dono da minha casa, que mesmo que de 1/4 do meu salario eu não contribuo com nada, que não sei dirigir, que não sei escrever direito...
Não sei o que sobra. A verdade é que sinto que não sobra nada. Vazio, triste, solitário (mas sem conseguir ficar sozinho), irrelevante, incompetente, banal, gordo, doente. É como me vejo hoje.
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